Bolsonaro diz que vai indicar Sergio Moro para vaga no STF

Política
Brasil | 12/05/2019 | 18:32

Informações: Folha S. Paulo
Foto: Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (12) que assumiu compromisso com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para indicá-lo para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). "Eu fiz um compromisso com ele, ele abriu mão de 22 anos de magistratura. A primeira vaga que tiver lá [no STF], estará à disposição", disse Bolsonaro, numa entrevista ao programa do jornalista Milton Neves, da rádio Bandeirantes. "A primeira vaga que tiver eu tenho esse compromisso e se Deus quiser nós cumpriremos esse compromisso. O Brasil inteiro vai aplaudir", acrescentou o presidente.

O primeiro ministro do Supremo que deve deixar a Corte é o decano Celso de Mello, que atinge a idade de aposentadoria obrigatória em novembro de 2020. A segunda vaga no STF deve ficar disponível com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, em julho de 2021.

Bolsonaro fez os comentários sobre Moro após ser perguntado pelos entrevistadores sobre uma fala recente do ex-juiz da Lava Jato, que disse a um jornal português que ir para o STF seria "como ganhar na loteria". Moro foi anunciado ministro da Justiça no início de novembro do ano passado, poucos dias depois de confirmada a vitória de Bolsonaro no segundo turno das eleições.

Na entrevista, Bolsonaro defendeu ainda o pacote legislativo de endurecimento de penas e de combate ao crime organizado patrocinado por Moro. Ele argumentou que a proposta de Moro é importante por conter medidas rígidas, como o endurecimento das regras de progressão de pena. Segundo o presidente da República, o chamado pacote de lei anticrime de Moro já deveria ter sido "discutido e votado" no Congresso.

Questionado pelos entrevistadores se a demora era responsabilidade do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Bolsonaro disse apenas que o deputado é o "dono da pauta" na Casa. Sobre outra bandeira de Moro, a manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Justiça, Bolsonaro disse que, caso o órgão seja transferido para o Ministério da Economia, haverá "uma linha direta" entre as duas pastas para a troca de informações.