Informações: G1RS
Foto: Polícia Civil
Elizamar de Moura Alves, 36 anos, acusada de sedar e matar o marido incinerado dentro de uma fornalha em Dom Feliciano (RS), foi absolvida na noite desta quarta-feira (27). O julgamento realizado em Camaquã, a 44 quilômetros de onde ocorreu o crime, terminou após 13 horas de duração.
O julgamento foi presidido pelo juiz Daniel de Souza Fleury. Após a sentença, o juiz expediu o alvará de soltura. A acusada foi presa em 11 maio de 2021. Cabe recurso da decisão.
A tese defensiva foi de legítima defesa em razão da violência doméstica que Elizamar sofria. O Conselho de Sentença, composto por quatro mulheres e três homens, reconheceu a autoria e materialidade dos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica, mas decidiu por absolver a ré. Ela foi acusada de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A vítima era o marido dela na época, Erni Pereira da Cunha, 43 anos.
Relembre o crime
O crime ocorreu na localidade de Colônia Nova, no interior de Dom Feliciano, onde o casal morava. Erni foi dado como desaparecido no dia 15 de fevereiro. No mesmo dia, Elizamar foi até a delegacia para registrar ocorrência.
De acordo com a delegada Vivian Duarte, que investigou o caso, os depoimentos dos familiares eram incongruentes. "Todos afirmavam que a vítima saiu de casa a pé, e que depois teria mandado mensagens dizendo que tinha saído de casa para ser feliz". A acusada teria realizado pesquisas na internet sobre "como matar uma pessoa utilizando veneno".
"Durante as diligências a companheira da vítima confessou o crime", disse a delegada à época. Segundo a polícia, a mulher relatou que cometeu o crime por ter sofrido agressões e ameaças do homem, durante mais de duas décadas de relacionamento. Ela não chegou a registrar ocorrência das agressões contra o marido.
O Ministério Público denunciou Elizamar. De acordo com a acusação, a ré diluiu dois comprimidos do medicamento Diazepam no suco de laranja do marido em 15 de fevereiro. Desacordado, ele foi colocado dentro da fornalha que fica na estufa de fumo da família. O corpo ficou queimando no local durante três dias.




