Autor: Marcelo Coan
Foto: Deap
Natural de São Lourenço do Oeste, Jeferson Andrei Jagusewski de Araújo entrou recentemente em contato com o portal Minutta para desmistificar algumas questões relacionadas a construção de um presídio no município. Jeferson, que é servidor público estadual há 15 anos e há dez está lotado na Secretaria de Justiça de Santa Catarina, conta que atualmente exerce a função de agente penitenciário no Presídio Regional de Mafra.
Em conversa com a redação do portal Minutta, ele diz que acompanha as tratativas referentes a construção e instalação do presídio em São Lourenço do Oeste e que algumas questões precisam ser desmistificadas – hoje o assunto divide opiniões. Uma comissão especial foi criada na Câmara Municipal para discutir o assunto, mas o projeto segue no papel. “Em primeiro lugar, é preciso entender que sistema prisional e segurança pública são indissociáveis. Ninguém pode reclamar de segurança se não tiver contrapartida de apoiar o sistema prisional”, explica.
Por conhecer de perto estruturas prisionais como a que se pretende construir em São Lourenço do Oeste, “quero elencar alguns fatores positivos a construção de uma unidade prisional em qualquer cidade”. Ele começa alegando que o investimento gera a diminuição do índice de criminalidade local, com consequente aumento da sensação de segurança efetiva da população. Afirma que com a possibilidade de cumprimento de pena aos apenados da cidade e da microrregião na própria comarca, há redução de custos na manutenção das estruturas prisionais por parte do Estado.
Jeferson lembra que há ainda a possibilidade de concretização de convênios por parte do Estado junto de empresas locais, gerando trabalho e renda aos apenados e contribuindo para que a ressocialização dos mesmos possa ser efetivada. Com isso, também deve haver a concentração de maiores efetivos policiais e penitenciários na cidade, o que contribuirá para maior segurança à população local. Há também a previsão de contrapartida do Estado aos municípios que abrigam unidades prisionais, tanto em infraestrutura quanto em investimentos, redução dos custos e disponibilidade de maiores efetivos policiais diretamente a serviço da população, incremento da geração de renda e empregos locais, com o surgimento de vagas para servidores públicos, bem como trabalho para apenados.
Paralelo a isso, o agente penitenciário afirma que hoje o Estado mantém estruturas padrão para que as penas sejam cumpridas, bem como possui profissionais preparados e treinados ao trato em unidades prisionais junto aos apenados. “Certamente, é um investimento que trará retorno à qualquer município”, esclarece.
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