Akira Sato pede demissão da Delegacia Geral de Polícia duas semanas após ter assumido cargo

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Florianópolis (SC) | 02/10/2021 | 09:43

Informações: ND+
Foto: SC em pauta

A notícia do pedido de demissão do delegado Akira Sato, que havia assumido há apenas duas semanas o cargo de Delegado Geral da Polícia Civil de Santa Catarina, movimentou a política catarinense no fim da tarde desta sexta-feira (1/10).

As razões da saída não foram divulgadas oficialmente pelo Governo do Estado. No entanto, pessoas ligadas ao agora ex-delegado geral da Polícia Civil de SC relataram que houve uma reunião em que estavam presentes integrantes do primeiro escalão do governo.

Um dos delegados que seria “afastado se o pedido fosse atendido” seria Rodrigo Schneider, coordenador estadual das Delegacias Especializadas no Combate à Corrupção da Polícia Civil de Santa Catarina. Rodrigo estava à frente das investigações da suposta corrupção.

Akira Sato teria respondido que não compactuava com o pedido e o teria classificado como coação. Teria frisado, ainda, que a Polícia Civil não iria abafar um caso de corrupção.

A suposta fraude

Em dezembro de 2019, a SCPar Porto de São Francisco do Sul contratou a empresa Iorsec (que mais tarde passou a se chamar Ceon Tecnologia & Inteligência Ltda.) para desenvolvimento e implantação de software para acompanhamento de indicadores e avaliação de desempenho pelo valor de R$ 486 mil, por inexigibilidade de licitação, ou seja, sem licitação, o que não se justifica. E, o mais grave, o sistema era usado apenas parcialmente. Não era alimentado com dados por todos os setores. Algumas áreas nunca fizeram uso do sistema.

Quem assume no lugar?

Com o pedido de demissão de Akira, o delegado Marcos Ghizzoni Júnior, com larga experiência no cargo, foi convidado a assumir a cadeira de delegado geral da Polícia Civil de SC. Porém, também não teria aceitado por não aceitar o pedido de afastamento de delegados da Deic que investigam as supostas fraudes.

Equipes da Polícia Civil receberam a informação com espanto, atordoados com duas mudanças seguidas no comando da Polícia Civil de SC, mas apoiam totalmente a decisão e a postura de Akira. Agora, outro delegado cotado para a vaga e, inclusive já convidado, foi Rafaelo Ross, que atua na coordenação da Delegacia de Investigação Criminal de Joinville (DIC).

Segundo fontes dentro da própria Polícia Civil, Ross já teria aceitado o convite e está aguardando a publicação no Diário Oficial.