Informações e foto: Alesc
A institucionalização da Rede Brasileira de Pesquisa em Redução de Riscos e Desastres foi debatida por pesquisadores na manhã desta segunda-feira (18), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O encontro faz parte da Semana Estadual da Defesa Civil, ação promovida pela Secretaria de Estado da Defesa Civil entre os dias 18 e 24 de maio.
A criação da rede é uma iniciativa conjunta do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) no Brasil e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. De acordo com o pesquisador do Laboratório de Estudos de Redução de Riscos da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Mário Jorge Freitas, o movimento pela formalização da rede começou há um ano e meio. Reúne, por adesão, cerca de 150 pesquisadores de vários estados brasileiros que atuam em diversas áreas, como geotecnia, hidrologia, saúde, gestão de desastres, participação comunitária.
O objetivo da rede, segundo Freitas, é interligar todos os pesquisadores para a produção de um trabalho mais articulado, que dê suporte a políticas públicas de prevenção e resposta. Um dos intuitos do encontro de hoje é buscar o apoio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e do Ministério da Integração Nacional.
O envolvimento do setor acadêmico no trabalho para eliminar riscos de novos desastres foi ressaltado pelo coordenador do UNISDR no Brasil, David Stevens, conforme estabelecido pelo Marco de Sendai, aprovado em março de 2015. "A rede é uma catalisação do que já está sendo feito. O país tem uma base de pesquisa acadêmica e também conta com os Cepeds [Centros Universitários de Estudos e Pesquisas sobre Desastres]."
Na opinião de Stevens, a institucionalização da rede vai contribuir na definição de uma agenda de pesquisa para atender às necessidades brasileiras e na canalização de recursos voltados a esses esforços.






