Alunos da Unioeste fazem campanha de doação de medula para colega com leucemia

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Francisco Beltrão | 28/12/2015 | 09:07

Informações e foto: Rubens Anater/Jornal de Beltrão

Há cinco anos, Pedro Sérgio Krugel, de Capanema (PR), descobriu que seu organismo desenvolvia um tipo de câncer rápido, que invade o sangue e exige tratamento imediato: a leucemia linfoide aguda. Na época, Pedro tinha 18 anos e, depois de várias sessões de quimioterapia, conseguiu vencer a doença.

No entanto, no início do mês de dezembro deste ano, o câncer voltou a se manifestar. Pedro, que hoje cursa o 2º ano de Direito na Unioeste de Francisco Beltrão (PR), foi internado no Centro de Oncologia de Cascavel (Ceonc) para retomar a quimioterapia. "A leucemia não tem um tumor em um lugar específico, não adianta fazer radioterapia e nem dá pra remover, então tem que ser com quimioterapia mesmo e os médicos vão ver se vai ser necessário um transplante", conta Pedro.

O transplante que ele menciona é o de medula óssea, cuja chance de encontrar um doador compatível é de uma em cem mil. Colega de classe de Pedro, Gabriel Felipe Kafer acrescenta: "Ele tá lutando para sobreviver e vencer a doença, mas o que vai dar a real esperança pra ele seria encontrar um doador de medula compatível".

Assim, colegas de Pedro organizaram uma campanha de doação de medula para tentar encontrar aquele um entre 100 mil cuja doação pode salvar a vida do jovem. "A gente já passou em todas as salas da Unioeste divulgando e pedindo para quem puder vir para o hemocentro em Beltrão, ou Pato Branco, ou Cascavel, nas unidades que fazem essa coleta", reforça Gabriel.

Para Pedro, a mobilização foi uma grata surpresa. "Eu tô muito agradecido. É muito legal essa força que eles tão dando e é muito importante esse tipo de campanha. Mesmo que nenhum deles seja compatível comigo, eles podem ser compatíveis com outra pessoa que também está precisando."

Para ser doador

De acordo com o site do Instituto Nacional do Câncer (Incra), qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde pode doar medula óssea. Para isso, os interessados devem comparecer em algum hemocentro para coleta de uma pequena amostra de sangue para testes de compatibilidade e cadastro no Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, que cruza dados de doadores e pacientes.

Esse registro tem o objetivo de facilitar a busca por uma medula compatível, considerando que a probabilidade é de uma em cem mil. Em caso de compatibilidade com um paciente em necessidade, o doador é convidado para fazer a doação, que é realizada através de punção. A medula se recompõe em apenas 15 dias.

No entanto, o Ministério de Saúde impõe um limite para o registro de possíveis doadores, para reduzir o gasto com os exames de compatibilidade. No Hemonúcleo de Francisco Beltrão, esse limite é de 50 cadastros por mês, o que já preocupa os colegas de Pedro.

Isso porque o limite em Francisco Beltrão está perto do fim - só faltam oito pessoas. Os outros ainda vão ter que aguardar até o mês de janeiro para realizar seu cadastro. Quem tiver interesse em se cadastrar como doador ainda em 2015 pode procurar os hemocentros de outros municípios, como Pato Branco (PR) e Cascavel (PR).