Aposentadoria de servidor chega exatos 35 anos após instalação da comarca de Quilombo

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Quilombo (SC) | 17/05/2021 | 10:20

Informações e foto: Tribunal de Justiça

Em 1986, começava a organização da sala que abrigaria o fórum de Quilombo (SC). Jocelino Pino Gomes e o então juiz José Agenor de Aragão (hoje desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina) iniciaram as atividades judiciárias na comarca no dia 12 de maio daquele ano. "O magistrado designado e eu ficamos no único quarto que tinha banheiro no hotel da cidade, na época. A instalação da comarca foi um grande acontecimento no município. Eu até era chamado de 'doutor' só porque trabalhava no fórum", lembra Gomes.

Semana passada, dia 12 de maio, o técnico judiciário cumpriu o último dia de serviço ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Exatos 35 anos após a instalação da comarca, efetivada por ele, chegou a confirmação de sua aposentadoria. No início, Gomes trabalhou como contratado do município, cedido para o Poder Judiciário. Dois anos depois, em 1988, entrou para o quadro funcional do PJSC através de concurso público.

O primeiro júri aconteceu logo após a instalação, no salão da igreja. O caso era uma tentativa de homicídio em Santiago do Sul (SC). Depois, as sessões passaram a ser realizadas no clube SER Quilombo. "Tudo era feito à mão, inclusive as sentenças. Só depois veio a máquina de escrever. Até 1997, o fórum funcionou na sala do segundo andar da prefeitura. Aí fomos para a sede própria", conta.

No passado

Em Quilombo, Gomes teve duas filhas: Emanuele Amanda é advogada e Maria Júlia é farmacêutica. Ele lembra com carinho do atual desembargador aposentado do TJSC Henry Petry Junior, que atuou na comarca de Quilombo, entre outros magistrados com quem trabalhou e hoje desempenham a função de desembargador. Da vida dedicada à Justiça catarinense restou um único arrependimento: "gostaria de ter estudado mais, ter feito Direito e me tornado juiz da 1ª Vara", divide.

Gomes lembra que a instalação da comarca foi comemorada com um grande churrasco que "parou a cidade". Agora, para marcar sua despedida do Poder Judiciário, pretende repetir o feito assim que a pandemia de Covid-19 passar. "Vou precisar alugar uma sede para receber todos os colegas e amigos do fórum. É uma forma de agradecer toda a atenção que sempre recebi no TJ. Sempre me dei bem com todos os juízes que passaram por aqui, principalmente a magistrada Jaqueline Fátima Rover [atual titular], que é muito querida, atenciosa e educada", finaliza o técnico judiciário, agora aposentado.