Articuladores dos bloqueios de caminhoneiros em SC serão responsabilizados, diz Ministério Público

Geral
Santa Catarina | 10/09/2021 | 16:24

Informações: ND+
Foto: Ministério Público

O Procurador-Geral de Justiça Fernando Comin, que ocupa a chefia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), destacou que o órgão atua para garantir a manutenção dos serviços essenciais durante a paralisação dos caminhoneiros, e trabalha para “responsabilizar pessoas e empresas que estejam por trás dos atos que provocam o bloqueio das estradas e ameaçam a normalidade".

Comin participou de uma reunião de emergência, solicitada pelo governador, Carlos Moisés, que foi realizada na manhã de quinta-feira (9) no Centro de Gerenciamento de Controle da Defesa Civil, com outros órgãos do Estado e do Executivo. O Procurador-Geral de Justiça informou que o Gabinete Gestor de Crise do MPSC monitora a situação em todas as regiões do Estado.

Em coletiva, após reunião que instalou o Grupo de Resposta Integrada do Estado, Comin manifestou preocupação com o momento em que foi deflagrado o movimento dos caminhoneiros por conta dos riscos de desabastecimentos em meio à pandemia, não apenas de combustíveis, mas também de alimentos e insumos essenciais à saúde, inclusive, para as vacinas.

O chefe do MPSC também deu destaque à atuação rápida do governo do Estado, que “evitou que o movimento tomasse maiores proporções”, de acordo com o Procurador-Geral.

O Grupo de Resposta Integrada do Estado, instalado na manhã de quinta, é composto por diferentes órgãos de Estado, pelas forças de segurança estaduais e Polícia Rodoviária Federal, por Secretarias Estaduais e órgãos da administração pública estadual, além do MPSC.

Comin também lembrou a experiência do MPSC em situações de crise que provocam o desabastecimento e colocam em risco os serviços essenciais, como por exemplo, a greve dos caminhoneiros de 2018.

Todos os bloqueios foram liberados nesta sexta

Nesta sexta-feira (10), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que todos os bloqueios que ainda restavam no estado foram liberados. 

Dessa forma, o risco de desabastecimento é praticamente nulo, como afirma o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina (Sindipetro), Luiz Antônio Amin. Segundo ele, “o consumidor pode ficar tranquilo, pois não faltará o produto”.