Informações: Diário Catarinense e Diário do Iguaçu
Foto: TV Jornal a sua Voz
O autor do ataque a creche em Saudades (SC) usou uma espada para matar três crianças, uma professora e uma agente educativa. A arma tem uma lâmina de cerca de 80 centímetros de comprimento. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o objeto utilizado por Fabiano Kipper Mai no crime que chocou Santa Catarina na manhã desta terça-feira (4).
A arma foi recolhida por técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) e fica à disposição da Polícia Civil, responsável pela investigação do caso. De acordo com testemunhas, Fabiano invadiu a unidade de ensino por volta das 9h30, esfaqueou a professora na entrada e, na sequência, foi à sala onde estavam as demais vítimas. Quatro morreram na hora. A agente Mirla Renner, 20 anos, chegou a ser atendida pelos socorristas e encaminhada em estado grave ao Hospital Regional do Oeste, em Chapecó (SC). Ela não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de uma hora depois do ataque.
Rapaz problemático
Uma coletiva realizada no fim da noite desta terça-feira (4) repassou à imprensa as informações apuradas até agora a respeito do ataque à creche na cidade de Saudades. Segundo o delegado Jerônimo Marçal Ferreira, responsável pela investigação do caso, ao longo dos próximos dias a polícia tentará traçar um perfil mais detalhado sobre o jovem, mas, o que já se sabe, dá conta que ele é um rapaz problemático. "Pessoas muito próximas a ele relataram que ele vinha enfrentando bullying na escola. Também vinha maltratando animais, era muito introspectivo. Um perfil não tão incomum nos dias de hoje, de um jovem que se tranca no quarto e ninguém sabe o que está fazendo no computador", disse o delegado.
Os pais e a irmã do rapaz foram entrevistados pela polícia e contaram que o jovem não queria mais ir à escola por conta do bullying que sofria. "Eles disseram que era quietão, não se abria com ninguém, sem namorada, sem celular, e ainda que ele tinha se afastado de alguns amigos nos últimos dias", complementou o delegado.
Apesar desse perfil inicial, Ferreira reforça que são informações superficiais e que a investigação tentará aprofundar até chegar ao que motivou ele a praticar o crime.




