Brasil bate recorde e registra 4.195 mortes por Covid-19 em 24 horas

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Brasil | 06/04/2021 | 19:35

Informações: e foto: CNN

O Brasil bateu nesta terça-feira (6) novo recorde e registrou mais 4.195 mortes por Covid-19, de acordo com levantamento do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). Isso equivale a uma morte a cada 20 segundos. 

Segundo dados da plataforma Our World in Data, associada à Universidade de Oxford, apenas dois outros países já tiveram mais de quatro mil vítimas da doença em um só dia: os Estados Unidos, em janeiro deste ano, e o Peru, em agosto de 2020, após a revisão de números represados.

Desde o início de março, o Brasil é o país em que mais se morre por Covid-19. Os Estados Unidos, que estão em segundo lugar nessa lista, tiveram 515 óbitos nesta segunda, o último dado disponível — menos que a metade dos 1.319 registrados por aqui no mesmo dia. 

Ao todo, 336.947 brasileiros perderam a vida para a doença causada pelo novo coronavírus. Também foram confirmados mais 86.979 casos, totalizando 13.100.580. 

Essa máxima é puxada pelos dados do estado de São Paulo, que registrou mais 1.139 mortes por Covid-19 nesta terça, o maior número até o momento. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a atualização contém dados acumulados desde o feriado de sexta-feira (2).  

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ouvidos pela CNN disseram que só um lockdown nacional, com duração mínima de duas semanas, seria capaz de conter o avanço da doença no país. Para eles, apenas medidas rígidas podem evitar que o mês de abril seja ainda pior que março, o mês mais fatal da pandemia até o momento, com 66.868 óbitos registrados.

Outra maneira de frear a pandemia seria o avanço da vacinação. No entanto, até esta terça, o país aplicou ao menos 26 milhões de doses — dessas 20,3 milhões são referentes à primeira dose e 5,6 milhões, à segunda, necessária para ser considerado imunizado. Os números correspondem à 9,6% e 2,6% da população, respectivamente. 

O presidente Jair Bolsonaro disse à CNN que há grande probabilidade que o país fabrique a vacina Sputnik V e que uma equipe do governo deve visitar as instalações de produção na Rússia em breve. 

No entanto, o imunizante ainda não recebeu aprovação para uso emergencial ou registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No dia 27 de março, o órgão suspendeu o prazo de análise do requerimento feito pela Neo Química, representante da Sputnik no Brasil, por falta de dados.