Brasileiras que criaram absorvente biodegradável ganham Prêmio de Excelência na Suécia

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Brasil | 31/08/2022 | 15:05

Informações: G1
Foto: Instagram

Camily Pereira dos Santos, 18 anos, e Laura Nedel Drebes, 19 anos, criaram juntas um absorvente acessível e ecológico feito a partir de subprodutos industriais do Rio Grande do Sul.

A criação das estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), em Osório (RS), alçou voos tão altos que o projeto foi escolhido para representar o Brasil no Prêmio Jovem da Água (Stockholm Junior Water Prize - SJWP), que acontece anualmente, em Estocolmo, na Suécia, e celebra jovens inovadores entre 15 e 20 anos de mais de 30 países.

Camily e Laura conquistaram o Prêmio de Excelência nesta terça-feira (30), que equivale ao 2º lugar entre todos os projetos de 36 países. “Uma noite cheia de emoções! Estar na Suécia representando meu país, conhecendo a princesa da Suécia e ganhando o Premio de Excelência foi algo que jamais imaginei que estaria vivendo”, escreveu Camily em seu Instagram.

O perfil do prêmio publicou o resultado e escreveu: “Parabéns a Laura e Camily, vencedores do Diploma de Excelência 2022. Seu projeto, conhecido como SustainPads, são absorventes higiênicos sustentáveis e acessíveis a partir de subprodutos industriais. O projeto aborda a pobreza do menstrual - abordando a inacessibilidade de absorventes higiênicos. A pobreza menstrual tem consequências sociais irreversíveis e nega a muitas a chance de menstruar com dignidade. Eles também querem reduzir o impacto ambiental negativo dos absorventes sintéticos. Segundo o júri: tem potencial para ser um divisor de águas. Não só aborda questões de água, mas resolve uma variedade de outros desafios."

O primeiro lugar ficou para Annabelle, uma jovem do Canadá que desenvolveu um método para tratar e prevenir a proliferação de algas nocivas. Ela aprendeu o conceito de biomanipulação e quais espécies de zooplâncton eram melhores para tratar e prevenir a proliferação de algas.