Campo Erê e São Domingos são alvos da Operação Mercado Oculto; veja todas as cidades

Geral
Santa Catarina | 02/09/2026 | 10:32

Informações e foto: Ministério Público

A Operação Mercado Oculto, realizada na manhã desta quarta-feira (2), cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e Paraná e investiga a suposta prática de crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de estabelecimentos comerciais. A ação é do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), por meio do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

As investigações apontam que empresas formalmente independentes estariam vinculadas a uma mesma estrutura empresarial e familiar, com gestão e atuação coordenadas. Conforme os elementos apurados, a divisão das atividades entre diferentes pessoas físicas e jurídicas teria sido utilizada para ocultar a existência de um grupo econômico e viabilizar a supressão de tributos, além da possível lavagem de dinheiro. 

Cidades

Nesta fase da investigação, são alvos empresários, empresas da rede de lojas e o contador do grupo. As medidas são cumpridas nos municípios de Abelardo Luz, Caçador, Caibi, Campo Erê, Capinzal, Catanduvas, Chapecó, Cunha Porã, Faxinal dos Guedes, Ipumirim, Irani, Joaçaba, Maravilha, Mondai, Palmitos, Pinhalzinho, Ponte Serrada, São Carlos, São Domingos, Saudades, Seara, Xanxerê, Xaxim, em Santa Catarina e Dois Vizinhos, em Santa Catarina, e Palmas, no Paraná. Os mandados com endereço em território paranaense foram cumpridos com apoio do Gaeco do MPPR.

As medidas buscam recolher documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis, fiscais e financeiros para o avanço das investigações. 

Atendendo a pedido da 6ª Promotoria de Justiça de Chapecó, o Juiz da Vara Regional de Garantias da Comarca de Concórdia determinou o sequestro de bens móveis, imóveis e ativos financeiros dos investigados, até o limite de R$ 8,9 milhões, valor estimado do prejuízo tributário. Também foram requisitados informações e documentos a imobiliárias, construtoras e empresas do setor de veículos sobre negócios realizados por pessoas vinculadas à investigação. 

As diligências buscam esclarecer operações patrimoniais supostamente utilizadas para ocultar bens e valores, identificar os beneficiários das transações e verificar eventual participação de terceiros. Os materiais de relevância investigativa apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica, que realizará exames e emitirá os laudos periciais. Essas evidências serão analisadas pelo Gaeco para prosseguimento das investigações.   

O processo tramita em sigilo. Assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.