Informações: Zero Hora
Foto: Agência RBS
Durante sua trajetória, Porca Véia gravou 21 CDs e três DVDs e recebeu dois discos de ouro. A morte foi comunicada pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), por meio de uma nota.
O músico havia encerrado a carreira em dezembro de 2013, para se aposentar. A despedida foi em um show nos pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS). '"Me sinto lisonjeado. Vejo que alguns valores da vida não terminaram, como o carinho e a amizade", disse ao jornal Pioneiro, no camarim, ao lado de parceiros que participaram do show, como Renato Borghetti, Yamandu Costa e Luiz Carlos Borges.
Natural de São José do Ouro, distrito de Lagoa Vermelha, Porca começou a tocar gaita aos 6 anos de idade. Mas a carreira profissional começou mais tarde, apenas aos 33 anos. Antes disso, ele se dedicava à agricultura.
A última entrevista do cantor foi concedida para o músico Luciano Maia, autor do projeto Falando em Gaita, que reúne conversas com acordeonistas. "Porca Véia foi sem dúvida uma das figura mais importantes do acordeom gaúcho e brasileiro. Foi um elo muito grande entre diferentes gerações do instrumento. Foi seguidor dos Bertussi, participou dos grandes festivais, começou a trabalhar em conjunto de baile e depois se firmou como cantor, compositor e gaiteiro no segmento de entretenimento. Foi alguém que conseguiu espaço porque peleou muito", avalia Maia.
Na entrevista com Maia, realizada em 8 de maio, Porca Véia contou que estava se recuperando de uma cirurgia para retirada de um rim. "Já disse que, se a morte vier me buscar, que venha de terno branco e perfume francês. Não vem de preto com aquela cara de caveira que eu não vou."
Em 30 de maio, o gaiteiro participou de uma live no YouTube, mas passou mal, e precisou sair da transmissão. Porca Véia deixa a esposa, Claudinéia Bossardi, e quatro filhos, além de uma legião de fãs.






