Caso dos 400 gatos em Concórdia: prefeitura será responsável pela remoção, cuidado e adoção dos animais

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Concórdia (SC) | 08/06/2026 | 13:58

Informações e foto: Prefeitura de Concórdia

A prefeitura de Concórdia (SC) será responsável pelo destino dos mais de 400 gatos que foram resgatados de um apartamento no município. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (8), onde a administração municipal explica que, embora a responsabilidade pelos animais seja da tutora, o município vai tomar as providências.

Mais de 400 gatos foram encontrados vivendo em um apartamento em Concórdia, em situação insalubre. Segundo a investigação, a tutora dos felinos, uma senhora aposentada, é investigada por maus-tratos a animais, que prevê pena de detenção de três meses a um ano.

Durante a coletiva de imprensa, a administração municipal explica que fará a remoção dos animais, encaminhando-os para avaliação veterinária em cinco clínicas credenciadas. Em seguida, os animais vão permanecer em quarentena para então serem castrados. Depois de todo o tratamento clínico e da castração, os gatos vão para um lar provisório, mantido pela prefeitura, para serem disponibilizados para adoção. 

“Mas, é importante destacar, que vamos buscar o ressarcimento das despesas na esfera judicial. Temos que tomar providências para não ocorrerem outras ações irresponsáveis que causem sofrimento animal e problemas de saúde pública”, pondera o prefeito, Fábio Ferri.

Conforme informações da Diretoria de Proteção Animal, a população de gatos no apartamento já reduziu por questões de mortalidade ou fuga, já que algumas das telas de proteção estão danificadas. 

Saiba mais

De acordo com informações da prefeitura, o caso desses animais se arrasta há pelo menos dez anos. O que começou com um casal de animais tornou-se um sério problema de superpopulação, acarretando maus-tratos e questões de saúde pública. O município tomou conhecimento do caso em outubro do ano passado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e da Diretoria de Proteção Animal, que acionou o Ministério Público. O órgão havia determinado, por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que a tutora tomasse as providências necessárias para atendimento e castração dos animais, o que não ocorreu. Foi instaurado inquérito para investigação de maus-tratos.