Informações e foto: ADR de São Lourenço do Oeste
Entre os dias de 26 de setembro e 1º de outubro, os alunos do Centro de Educação Profissional (Cedup) de Campo Erê Lucas Somavilla e Chérllyn Dias participaram da Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia, em Boa Viagem (PE), acompanhados pelo professor Etore Bortese.
O projeto foi o único do Estado de Santa Catarina a participar da feira. Competiu com aproximadamente 200 projetos nacionais e internacionais, como México, Paraguai e Peru, recebendo o 2º lugar na área de Ciências Agrárias.
Durante o evento foi possível levar a público o resultado de vários meses de estudo e pesquisa por meio de um projeto onde os alunos demonstraram a eficiência da utilização de insetos para repelir pragas. Segundo os estudantes, os insetos, popularmente conhecidos como “vaquinhas” (Diabrótica speciosa), causam grandes danos e reduzem a qualidade das hortaliças produzidas no Brasil.
Os estudantes do Cedup aplicaram um macerado destes insetos em sete culturas numa área de 100 metros quadrados e realizaram avaliações diárias durante um ano, fazendo a minuciosa contagem dos insetos em cada cultura. Foi a partir daí que constataram a eficiência do macerado como repelente de insetos da mesma espécie em todas as culturas. De acordo com o experimento, a maior redução foi observada na cultura da cenoura e do repolho.
Através do experimento, os estudantes concluíram que o macerado não demonstrou muita ação sobre outras pragas, mas pôde-se perceber que foi extremamente eficiente para repelir insetos de mesma espécie, conseguindo reduzir população da praga em até 70%. Há que ressaltar ainda que os resultados foram afetados pelo clima, como alta umidade, ventos e chuva.
O sucesso do experimento fez com que o projeto conquistasse o 4º lugar na classificação geral dos melhores trabalhos da Feira Mostratec em 2015, em Novo Hamburgo (RS) e, consequentemente, o passaporte para a Feira Nordestina de Ciências deste ano.
Para a diretora do Cedup, Ignez Peruzzo, a ação demonstra a relevância dos projetos de pesquisa realizados na instituição. “Creio que somos um dos poucos colégios agrícolas do Estado que exige dos alunos a elaboração e implantação destes projetos”, conclui.





