Ciclistas aproveitaram faixa na passarela para reivindicar atenção

Geral
Pato Branco | 03/02/2016 | 09:31

Informações e foto: Marcilei Rossi/Diário do Sudoeste

Uma semana após o acidente que vitimou Valdomiro Ribeiro da Silva na BR-158, em Pato Branco (PR), o grupo de ciclistas do Quebra-Freio Bike Clube realizou uma manifestação nas proximidades da passarela, que foi acompanhada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Valdomiro transitava com sua bicicleta por volta das 7h do dia 26 de janeiro próximo à passarela quando foi atropelado por um caminhão. Segundo informações de populares, ele teria desviado uma deformidade no acostamento, o que resultou no acidente.

Passados alguns dias, uma faixa foi colocada na passarela com os dizeres: “A incompetência da administração pública pode custar sua vida! BR-158 ciclovia e redutores já”. Sem autoria revelada, moradores do bairro Vila Esperança se perguntam quem é o responsável pelo manifesto.

Tendo a BR-158 como vizinha de porta há 23 anos, Carmelinda Ferreira Machado já perdeu as contas de quantos acidentes (muitos deles fatais) foram registrados no trecho entre o trevo da Guarani e o primeiro posto de combustíveis no sentido Vitorino, que ela chama de “corredor da morte”. “O que estão pedindo ali (faixa) é correto”, diz ela, apontando para a manifestação que não teve autoria revelada e que somente foi vista pelos moradores do bairro Vila Esperança na manhã do sábado (30).

Segundo Cesar Chiochetta, o grupo não é o responsável pela faixa, mas viram na manifestação anônima um momento para reivindicar atenção aos ciclistas. Chiochetta e os demais membros do Quebra-Freio frequentemente percorrem rodovias estaduais e federais em busca de lazer, porém, relatam que a situação das vias está precária, principalmente para os ciclistas. “São poucos os lugares que temos na região para pedalar na estrada. Nas poucas rodovias que temos acostamento, os buracos são muitos, assim como a sujeira, e isso força o ciclista usar a pista de rolagem”. Ele também comenta que muitos motoristas ainda enxergam o ciclista como um obstáculo e não como um usuário da via.