Cidasc de São Lourenço do Oeste intensifica fiscalização nos municípios que fazem divisa com Paraná

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São Lourenço do Oeste | 05/03/2020 | 11:06

Informações e foto: Cidasc

O departamento regional da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) de São Lourenço do Oeste (SC) está intensificando, desde o início de 2020, a fiscalização de trânsito de produtos agropecuários com operações de barreiras volantes nos municípios que compõem a regional. As fiscalizações volantes são ações importantes e servem de apoio ao trabalho que é realizado nas barreiras fixas localizadas na divisa com o Paraná.

As ações foram realizadas nos municípios de São Lourenço do Oeste, São Bernardino, Campo Erê, Jupiá, Formosa do Sul, Irati e Quilombo e contaram com o apoio da Polícia Militar Rodoviária. A coordenação foi da equipe técnica do departamento.

De acordo com a gestora de Defesa Agropecuária da Cidasc de São Lourenço do Oeste, Tatiana Durieux Penso, todos os veículos com cargas de interesse sanitário que transitaram pelas regiões foram abordados. “Fiscalizamos o transporte e trânsito de agrotóxicos, sementes, mudas, animais, produtos e subprodutos de origem animal. A atividade faz parte de uma série de ações que Santa Catarina adotou para reforçar a fiscalização após a suspensão da vacinação contra febre aftosa no estado do Paraná. Precisamos manter essa vigilância constante nas nossas divisas”, afirma Tatiana.

Santa Catarina conta com 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná e Rio Grande do Sul e na fronteira com a Argentina, responsáveis pela fiscalização de trânsito de animais, produtos e subprodutos de origem animal e vegetal.

Para o médico veterinário Milton Kasper, essas ações de barreiras volantes são importantes para fiscalizar também aqueles que circulam pelas áreas centrais do município. “Muitos produtores não passam constantemente pelas barreiras fixas e, com a realização de fiscalizações volantes, conseguimos abordar um bom número de veículos. Além de fiscalizar, aproveitamos para fazer educação sanitária, visando difundir o papel da Cidasc junto a sociedade, mostrando a importância das nossas atividades, conscientizando os produtores da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e sobre aquisição de sementes, mudas e agrotóxicos apenas de empresas registradas na Companhia”, disse Kasper.

Status sanitário catarinense

O status sanitário diferenciado de Santa Catarina teve impactos diretos e indiretos no aumento das exportações de carne suína e de aves. Após ser reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em 2007, o estado se tornou o maior exportador de carne suína e o segundo maior exportador de carne de frango do país, alcançando os mercados mais competitivos do mundo.

O último foco de febre aftosa em Santa Catarina aconteceu em 1993 e a partir de 2000 foi suspensa a vacinação contra a doença. Em 25 de maio de 2007 representantes do Governo do Estado compareceram à Assembleia Mundial da OIE, onde receberam o certificado que faz do estado uma zona livre de febre aftosa sem vacinação.