Autor: Angela Maria Curioletti/Portal Minutta
Foto: Arquivo pessoal
Ele se apresenta nas redes sociais como “cientista e bem estranho”. Murilo Miguel, 22 anos, é de São Lourenço do Oeste (SC) e tem visto seu número de seguidores crescer nas redes sociais. São mais de 800 mil pessoas o acompanhando diariamente e fazendo com que seus vídeos sobre ciência viralizem.
Mas, o caminho até aqui não foi fácil. Aos 19 anos, Murilo foi diagnosticado com autismo tipo 1, também conhecido como autismo leve ou síndrome de Asperger - nível mais brando do espectro autista. A pessoa com este tipo de autismo tem dificuldades de comunicação e socialização, mas que não a impedem de realizar suas atividades diárias.
Antes disso, Murilo deixou a escola. Estava no 2º ano do Ensino Médio. Segundo ele, não entendia como poderia usar o que estava aprendendo em sala de aula para sua vida. "As aulas de ciências elas genuinamente me interessavam", explica o jovem, mas justifica que era difícil se ver trabalhando com o que aprendia na escola.
Começo
Nas redes sociais, o começo veio com vídeos de humor, que não deram muito certo. Depois, Murilo focou em assuntos com química e física, que sempre o interessaram, e foi aí que o reconhecimento começou a surgir. Hoje, os pais o incentivam, porém no começo sempre há resistência, diz Murilo. "O que é normal, pois são coisas difíceis de começar."
Os conteúdo começaram com as "caixinhas de perguntas", onde Murilo diz responder de forma simples. Para ele, coisas do dia a dia, que as pessoas têm curiosidade. Com os vídeos de forma amadora e sem muita produção, o público começou a seguir o jovem e compartilhar seus conteúdos.
Mudança
Murilo está de mudança para outra cidade. Já tem uma agência para lhe auxiliar nos trabalhos e tem dois podcast de renome nacional para participar em fevereiro.
Para ele, o foco é investir na carreira da internet, fazer mais vídeos, produzir mais e ter projetos maiores.





