Autor e foto: Marcelo Coan
Como o lema “Não compre, adote”, neste sábado (22), a Associação Protetora de Animais Fênix, de São Lourenço do Oeste, realizou mais uma feira de adoção na praça da Bandeira.
Morgana Kolling, presidente da Fênix, disse que com a sequência das ações a população tem reagido bem e percebido a importância do trabalho. Entretanto, chama a atenção para a necessidade de vacinação, especialmente contra a raiva, cinomose e parvovirose “É um problema cultural”, afirma ela.
Sobre a feira, Morgana falou que as adoções são liberadas apenas quando há o custeio das vacinas – três doses para filhotes e uma para animais adultos. “A gente prefere adoções conscientes”, disse lembrando que os valores são os de custo. “A adoção não tem valor, mas as vacinas, infelizmente, nós precisamos repassar”.
Com o evento deste sábado, já foram oito feiras de adoções no ano. A previsão é a de que pelo menos outras quatro sejam realizadas até o fim do ano. “Essa foi a feira que a associação teve menos animais para adoções. Isso significa que o trabalho de castração surtiu efeito e que as pessoas estão mais conscientes”.
Para a presidente associação, as feiras têm dados resultado. Segundo ela, a média é de 15 a 18 adoções por evento.
Dificuldades
Apesar de a população estar mais consciente sobre as adoções, Morgana afirma que ainda há uma dificuldade em a sociedade entender que o trabalho da associação é voluntário. Junto com isso, a Fênix esbarra na falta de espaço. Hoje a média de animais recolhidos é de 20 a 30 por mês.
Morgana também reclamou da falta de ajuda do poder público. “A gente sugeriu quatro ou cinco projetos. Eu não vou mais atrás da prefeitura”.






