Comércio ainda sente os reflexos da greve dos caminhoneiros

Geral
São Lourenço do Oeste | 11/03/2015 | 08:54

Autor e foto: Marcelo Coan

A greve dos caminhoneiros terminou no dia 3 de março em São Lourenço do Oeste, entretanto, o comércio local ainda sente os reflexos. O principal problema nem é a venda, mas sim o abastecimento.

No setor dos supermercados são comuns gôndolas vazias. Pedro Ferst, gerente de um supermercado da cidade, disse que o maior problema é a linha de frios. Ele conta que houve a reposição, contudo, por ser início de mês, o consumo foi alto. “Para repor tudo e normalizar os estoques precisamos de pelo menos mais uma semana”.

Ferst disse que o consumo não foi afetado. Ele contou que até houve aumento nos dias de greve. No caso dos preços, ele garante que a variação foi muito pequena. “Agora que a gente está vendo uma mudança em termos de preço”, disse ele lembrando que é preciso ter calma na hora da compra. Segundo ele, se o empresário “cair” na primeira negociação vai acabar pagando mais. “A gente percebe que vai haver aumento nos preços. Isso é inevitável”. Nos produtos de supermercado ele calcula um aumento médio de 8%.

Winíssius Janczeski, gerente administrativo de duas lojas, uma de confecções e outra de calçados, diz que a situação é a mesma no setor, ou seja, atraso na entrega de mercadorias. “Mercadoria que deveria ser entregue no mês passado está sendo entregue agora”. Por não ser um setor de primeira necessidade, ele disse que no período de greve houve uma queda nas vendas.

Apesar das vendas terem voltado a crescer, Janczeski disse que há uma perda em relação aos dias de greve. Outro fator que preocupa é o aumento de taxas e impostos. Segundo ele, a sociedade terá que absorver isso. “Vai ser menos dinheiro circulando no comércio”, disse ele lembrando que isso já foi sentido com a crise do leite.

Magda Andréia Greski Negron é consumidora e diz que vai ao supermercado pelo menos quatro vezes na semana. Segundo ela, durante e depois da greve os preços aumentaram. Hortifruti e lácteos foram as linhas que mais oscilaram.

Magda conta que uma alternativa tem sido substituir alguns produtos por similares e buscar promoções nos demais estabelecimentos. “Acho que o pessoal se aproveitou um pouco”, reclamou ela.