Informações e foto: Diário do Sudoeste
Em planejamento desde dezembro de 2009, o Complexo Eólico Palmas II está próximo de virar realidade, isso porque existem três grandes investidores interessados no empreendimento - sendo um brasileiro, outro chinês e um da Alemanha.
Como explica Ivo Pugnaloni, diretor-presidente do Grupo Enercons/Enerbios, que tem feito os estudos e investimentos iniciais para viabilizar o Palmas II, falta apenas o investimento financeiro para que o projeto, de fato, saia do papel. “Toda a parte técnica e ambiental, socioambiental e das questões fundiárias, está resolvida. Agora, falta o grupo investidor”, contou ao explicar que, se fechado contrato com empresas interessadas, o complexo poderá iniciar suas obras depois de receber as autorizações dos órgãos competentes.
Como explica Pugnaloni, as negociações com os três grupos interessados na usina, são bastante difíceis e demandam de muito tempo e conversação. “Energia não é algo que constrói uma usina de produção, de uma hora para outra. São investimentos muito grandes que podem levar anos para ter todo seu licenciamento concluído”, disse ao comentar sobre a demora no desenvolvimento do projeto.
De acordo com o diretor-presidente do grupo Enercons/Enerbios, Palmas II já tem a licença de instalação do Instituto Água e Terra (IAT), que tem validade até dezembro de 2023. No entanto, como ele aponta, pretende-se que a instalação ocorra antes do prazo final.
Além da autorização do IAT, o projeto também precisa de uma licença de despacho de regularidade de requerimento de outorga da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Como aponta o diretor-presidente, o documento já foi solicitado e está tramitando.
Mas afinal, quanto custa o complexo?
Para sua total instalação, o Complexo Eólico Palmas II necessita de um grande investimento financeiro, estimado em R$ 1,3 bilhão - valor considerado por Pugnaloni como um dos mais altos já feitos no setor privado em todo o Paraná.
Localização da nova usina
Diferente do complexo Palmas I, com aerogeradores também em Água Doce, Santa Catarina, o futuro complexo terá todos as suas torres instaladas nos campos de Palmas.
O projeto, será executado a um quilômetro distante do posto da Polícia Rodoviária, as margens da PR-280, no sentido Curitiba, até o parque eólico Palmas I.
Capacidade de geração
Depois de pronto, o complexo eólico terá uma potência mínima instalada de 200 megawatts (MW), o que pode ser convertido a geração de energia limpa para cerca de 64 mil residências ou 250 mil pessoas. A capacidade do futuro gerador de energia é 80 vezes maior do que o complexo Palmas I, existente desde 1999, que conta com apenas cinco aerogeradores, instalados em Palmas, de 500 kW cada, gerando assim 2.500 KW, capazes de atender, aproximadamente, 800 residências. Ao todo, são projetados 100 aerogeradores para o novo empreendimento. Como não se fabricam mais no Brasil unidades/torres com potência de 2 megawatts, é possível que sejam utilizados os de 4,5 MW ou 5 MW — o que significa que pode ser ampliada a potência instalada na usina em até 450 MW.
No entanto, não é tão simples aumentar a potência “porque quando ela aumenta, automaticamente precisa de uma pá maior para o aerogerador. E ai, aumenta a interferência de uma torre na outra. Como já temos o Palmas I, existe uma distância que deve ser observada da torre de um parque para outro, pois, se aumentarmos muito as torres próximas do asfalto, vai começar interferir no outro parque. Ou seja, ou mantêm a altura dessas torres mais baixas já instaladas lá, com 120 metros, ou vamos ter problemas na geração da energia”, comentou finalizando que será preciso pensar em adaptações ou até mesmo na mudança de algumas torres do Palmas II.
Pugnaloni contou ainda que, diante da nova legislação brasileira referente a Geração Distribuída (GD), o Palmas II poderá destinar três de suas torres para a comercialização de energia, diretamente para o consumidor final, ou seja, negociará também com residências que têm interesse na energia. O diretor-presidente explica que, além de ser renovável e não poluente, a eólica é também mais barata do que a energia elétrica e, por isso, oferece ao consumidor um preço que pode chegar a metade do preço da fatura de luz normal.
“Vai ser bem mais barata. O consumidor vai ter que fazer adaptação na casa dele, que é a mesma feita para a solar. Como não é possível trabalhar com CPFs, será feito um consórcio de consumidores, utilizando assim um único CNPJ”, explica.






