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Aberta há mais de um mês pela Câmara Municipal de Xanxerê, a CPI do tornado ainda está na fase inicial. A ação, que foi fundamentada com o auxílio do Ministério Público, visa investigar o recebimento e distribuição das doações para os atingidos pelo tornado em 2015. Nesse primeiro momento, são recolhidas documentações com informações repassadas por entidades e órgãos públicos para serem analisadas antes da próxima fase, a das oitivas.
O pedido para abertura da CPI ocorreu no dia 11 de abril e foi assinado pelos vereadores João Paulo Menegatti (PTB), Nathan Moreira (DEM), Vilson Piccoli (PMDB) e Wilson Martins dos Santos (PSDB). A alegação para investigar as doações do tornado se deu em virtude de uma moto, doada na época à administração municipal e que ainda não foi leiloada para doar o dinheiro às vítimas, bem como materiais que estão armazenados em um imóvel alugado pela prefeitura.
Na tarde desta terça-feira (16), a comissão da CPI do tornado, formada pelo presidente Vilson Piccoli (PMDB), relator João Paulo Menegatti (PTB) e membro Ricardo Lira da Costa (PSD), realizou uma coletiva de imprensa para explicar como o processo está sendo encaminhado. O presidente da CPI informou que foram distribuídos mais de 30 ofícios e que já obtiveram o retorno de 80% das solicitações.
" Muitos desses pareceres não vieram para nós, muitos já recebemos e alguns precisamos reencaminhar pedindo mais detalhes. É uma fase mais morosa, mas é necessária para passar para a segunda fase, que é a fase das oitivas, onde a gente vai poder chamar todos os envolvidos, um a um, e entender como funcionou, quem mandou o material e como foi aplicado in loco", diz.
Segundo Piccoli, mais de 500 pessoas já entraram em contato com a Casa Legislativa alegando terem sido atingidas pelo tornado e não terem recebido ajuda com doações. Devido ao grande número de denúncias, a Câmara está disponibilizando o (49) 9 9829-4232 para reclamações que podem ser feitas a cobrar e de forma anônima. Além disso, o e-mail [email protected] também está disponível para que a população entre em contato.
"Essa não é uma CPI para incriminar as pessoas, isso vai caber ao Ministério Público e se for necessário", complementa. Para a fase das oitivas, mais de 30 pessoas vão ser convidadas para comparecer à Câmara para dar seu depoimento, que será gravado e documentado.
De acordo com a comissão, a maior dificuldade no momento é conseguir atender a toda a demanda das denúncias e ir nos locais para fazer fotos e tomar depoimentos. Conforme a demanda é atendida, o nível de gravidade da denúncia já é classificado para análise e investigação posterior.





