Cuidadora acusada de tortura é condenada a nove anos de prisão

Policial
Rio Negrinho | 31/10/2014 | 13:47

Informações: Ministério Público
Foto: Reprodução

A cuidadora de 52 anos de idade presa preventivamente em agosto deste ano por agressão e tortura a duas irmãs portadoras de deficiência mental na cidade de Rio Negrinho foi julgada nesta quinta-feira (30) e condenada a nove anos e 26 dias de prisão, inicialmente em regime fechado. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de um vídeo que flagrou a ré cometendo os crimes, denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

As vítimas são duas irmãs de 42 anos de idade interditadas em função da grave doença mental. As duas não têm condições de se expressar, e as agressões só foram descobertas depois que a família percebeu vários hematomas no corpo de uma das vítimas e decidiu colocar uma câmara escondida na residência, onde a cuidadora passava a manhã com as duas irmãs e a mãe delas, uma senhora de 80 anos de idade.

Os vídeos, gravados em 6,7 e 8 de agosto deste ano, onde aparecem imagens dos maus tratos, serviram de prova para o julgamento. Além disso, a Juíza ouviu familiares, vizinhos e outra funcionária contratada para passar a noite na residência das irmãs. Após reunir as provas e ouvir as testemunhas, foi comprovado o crime de tortura contra uma das irmãs. A outra sofreu por ter presenciado o crime sem nada poder fazer. As vítimas têm, hoje, idade mental de uma criança de dois anos de idade.

Nos vídeos, a ré aparece batendo violentamente a cabeça de uma das vítimas contra a parede e inserindo uma vara de bambu em sua boca. Ela ainda tenta sufocar a vítima com um cobertor e colocar uma maçã à força na sua boca, além de pressionar um cabo de vassoura em seu pescoço. Um laudo pericial e uma avaliação odontológica atestam as agressões e a vítima chegou a emagrecer 15 quilos durante o período em que passou com a cuidadora.