Autor: Angela Maria Curioletti/Portal Minutta
Foto: Arquivo pessoal
Boston é a capital e a maior cidade do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. É uma das cidades mais antigas do país e famosa por sua mistura de arquitetura colonial com arranha-céus modernos, sendo muito organizada e rica em cultura.
É em Boston também que acontece a maratona anual mais antiga do mundo, realizada pela primeira vez em 1897. Ao longo dos anos, tornou-se um símbolo de excelência e superação, com um percurso desafiador e um processo seletivo rigoroso. A largada é na cidade de Hopkinton e a chegada tradicional é na Boylston Street, em Boston, com um trajeto que passa por diversas pequenas cidades e bairros da região metropolitana.
No dia 20 de abril deste ano, Gabriela Angheben, de São Lourenço do Oeste (SC), vai correr os famosos 42,195 quilômetros. Este já é o terceiro ciclo de maratona que ela participa. Questionada sobre o que muda em relação aos outros, a atleta diz que é o seu volume semanal de corrida. "Eu estou batendo mais ou menos uns 95 quilômetros de corrida por semana, onde nos outros, na semana de maior volume, eu bati no máximo 80", explica.
Essa diferença é importante porque Gabriela, de 30 anos, quer conseguir bater seu recorde pessoal e, para isso, o desafio será controlar o ritmo e manter ele forte durante todo o percurso. "É uma prova difícil, com altimetria, e mesmo nas subidas quero manter um ritmo forte pra alcançar meu objetivo."
Classificação para participar
Diferente de outras maratonas, a de Boston exige um processo de classificação diferente. Pode ser por índice, por caridade ou por programas de turismo esportivo. Em 2025, Gabriela fez uma prova com percurso certificado, onde precisava cumprir um tempo exigido. E deu tudo certo, onde ela passou pelo índice.
Rotina de treinos
Gabriela divide seus treinos entre corridas leves e intensas. "Está sendo bem desafiador conseguir conciliar esse volume semanal de corrida com a minha rotina de vida, de trabalho, porque a corrida me deixa cansada, muito mais fisicamente do que as outras modalidades", frisa. Com isso, o cuidado é redobrado na hora da recuperação, hidratação e sono, por exemplo.
Triatleta
Em suas redes sociais, Gabriela se define também como triatleta, pois já participou de competições nesta modalidade. Mas, há algum tempo, o foco ficou nas corridas. "O triatlon tem um espaço muito grande e importante na minha vida. Foi esse esporte que me mudou completamente e também que me apresentou o João, que hoje é meu marido, então eu tive muitas conquistas pessoais, profissionais e realizações através dessa modalidade", relembra com carinho.
Depois de muito tempo fora desta modalidade, Gabriela não esconde seu desejo de voltar ao triatlon após a maratona. "Provavelmente para o segundo semestre eu volte a treinar, volte a fazer algumas provas, porque é um esporte que realmente tem um espaço muito importante na minha vida e eu não quero tirar ele 100%", destaca.
Sonhos
Agora, os próximos objetivos da atleta lourenciana é completar todas as majors - roteiro de maratonas - e conquistar o mandala, a medalha das sete provas. Além disso, ela também quer participar do mundial do ironman, em Kona, no Havaí, e o mundial ironman 70.3, que será na França.





