Depois de 13 meses, ajustes são necessários para a retomada de voos em Pato Branco

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Pato Branco (PR) | 01/05/2021 | 10:40

Informações: Diário do Sudoeste
Foto: Prefeitura Pato Branco

Já são mais de 13 meses que Pato Branco (PR) não recebe voos comerciais regulares. A suspensão das operações foi anunciada ainda em março de 2020 como medida de enfrentamento da Covid-19, em um momento em que todos buscavam tomar conhecimento da nova realidade mundial.

Nesta semana, o assessor da Presidência para Assuntos Institucionais na Azul Linhas Aéreas, Ronaldo Veras, reafirmou em vídeo a intenção da companhia em seguir operando com a linha Pato Branco/Curitiba.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pato Branco, Claudio Müller, o que houve nos últimos dias foi um ruído, onde se especulou a não retomada dos voos regulares por parte da companhia. Contudo, ele esclarece que por meio do assessor, sempre se teve afirmação do retorno das atividades. “A Azul nunca disse que não retornaria a operar em Pato Branco. O que tem de diferente agora é que a companhia vai retornar com o ATR, mas a intenção da companhia é de que assim que tivermos condições é fazer os voos com o modelo 195, para até 148 passageiros”, afirma o secretário, revelando uma série de ações que deverão ser executadas para que os voos regressem.

Nesta lista está a retomada das operações de rádio, inativas desde que os voos foram suspensos. Neste caso, Müller explica que o Município está em fase de licitação, para a contratação do serviço de rádio. Ainda de acordo com o secretário, a companhia também solicitou a instalação do Papi (Precision Approach Path Indicator, em português Indicador de Percurso de Aproximação), que permite pousos e decolagens mais seguras, ao mesmo tempo em que o aeroporto deixa de operar somente no sistema visual, o que em períodos de adversidades climáticas impede voos.

Müller também relata uma terceira exigência, a do aumento da pista, para evitar excesso de consumo do combustível na decolagem. Para esta solicitação, o secretário afirma que foi conseguido junto a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a ampliação da pista declarada que até então era de 1.370 metros e passa a ser de 1,6 metros metros, sendo necessária somente a pintura de pista.

Nova gestora

Sem ter ligação com a retomada de voos regulares em Pato Branco, desembarcou recentemente no município, a nova gestora do Aeroporto Municipal de Pato Branco, Jocemara Lopes do Amarantes, mais conhecida no segmento de aviação como Mara. Com ampla experiência no que se diz respeito a estruturação e de mandas de ampliação, Mara estava trabalhando no Aeroporto de Cascavel quando iniciou a ampliação daquela pista. Ela define que o projeto de Pato Branco é audacioso e completa “temos um grande momento para se enfrentar que é a retomada dos voos da aviação regular e mais a operação de uma outra companhia”, diz acrescentando que algumas fases ainda devem ser transpostas e que este momento vem sendo para a retomada das operações regulares e de elaboração de projetos de ampliação da área do aeroporto.

Descrevendo que há uma constante procura por informações sobre voos, Mara avalia o atual aeroporto como bem estruturado e com capacidade de se tornar um aeroporto regional, atendendo a demanda da região Sudoeste, que precisa desse movimento para que não tenha que se deslocar ou para Chapecó ou Cascavel, que são as estruturas mais próximas.

Expansão 

Tão logo foi inaugurado em janeiro de 2019, já iniciou o movimento para a ampliação do aeroporto de Pato Branco, pensando assim em uma maior quantidade de voos e colocando o município de fato no cenário da aviação regular. Do projeto inicial de ampliação a atual gestão segue com alguns encaminhamentos, como o caso da chamada fase um de ampliação, que compreende em alocar na pista de motocross o novo terminal de passageiros, com capacidade de circulação de aproximadamente 200 pessoas.

Em uma área ao lado, segue sendo mantido o projeto para a construção do novo posto de abastecimento. Nessas imediações também deve compreender o novo pátio de manobras.

Já a chamada segunda fase é que tem alterações no comparativo com o projeto anteriormente definido. Se antes se falava em ampliação da pista para 2,6 metros, com a necessidade de aterramento nas duas cabeceiras, o que se trabalha agora é a ampliação da pista em dois mil metros e somente realizar movimentação de terra no sentido de Independência. “Tínhamos a ideia de ampliar a pista para 2,6 mil metros, revimos este pensamento, porque hoje o futuro da aviação é encurtar pista a aumentar a potência do motor do avião, deixando a aeronave mais leve”, afirma Müller.

Com esta nova definição de área a ser ocupada pelo aeroporto, o secretário afirma que a intenção é de liberar, permutar ou indenizar o mais rápido possível, terrenos que estão em situação pendente naquela área. Os valores a serem investidos em todas as fases não são dados como certos, contudo, o Município vem trabalhando com o orçamento de R$ 11 milhões que já foram assegurados por emenda do deputado Fernando Giacobo, e ainda fala na possibilidade de complementação de recursos próprios.