Deputada catarinense abre mão de liderança na Câmara por Eduardo Bolsonaro

Política
Brasília (DF) | 17/09/2025 | 08:59

Informações: ND+

A oposição da Câmara dos Deputados comunicou a renúncia, em entrevista coletiva nesta terça-feira (16), da líder da Minoria, Caroline de Toni (PL-SC). Em seu lugar, deve assumir o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, sem comparecer às sessões da Casa.

“Gostaria de comunicar a todos a minha renúncia à Liderança da Minoria da Câmara dos Deputados para transferir esta responsabilidade ao deputado Eduardo Bolsonaro”, afirmou Caroline de Toni. “Tomamos essa decisão convictos de que o Brasil precisa de união e coragem, em virtude das perseguições políticas que Eduardo e Jair vem sofrendo.”

Conforme o regimento da Câmara, o mandato de Eduardo Bolsonaro se encontra em risco pelo número de faltas em sessões plenárias. No entanto, segundo uma decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados de 2015, as lideranças partidárias podem ter suas faltas justificadas por atuação de natureza dos seus cargos. Logo, por representar a minoria e denunciar o que considera uma ditadura no Brasil, Eduardo Bolsonaro poderia manter seu mandato mesmo sem frequentar o Congresso Nacional.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, relembrou essa decisão do então presidente Eduardo Cunha. Assim, os partidos nomeiam Eduardo Bolsonaro como líder da Minoria. Já a deputada catarinense passa a atuar como vice-líder da Minoria na Câmara, coordenando as atividades presencialmente.

“Nós o nomearemos, a partir de agora, como o líder da Minoria. Está sendo feito, nesse exato momento”, afirmou Sóstenes. “É uma obrigação nossa a indicação de líderes, ambos têm feito excepcional trabalho, mas neste momento, é um gesto de grandeza a ser registrado pelo nosso partido para a eternidade. E política é feita de gestos”, comentou Sóstenes.

Para a deputada Caroline de Toni, a sua renúncia foi necessária para dar fôlego ao mandato de Eduardo Bolsonaro, a quem considera vítima de perseguição por parte do Poder Judiciário. Segundo a parlamentar, o Brasil vive uma “hora absurda da democracia relativa brasileira”.

“Se ele botar o pé no país, vai ser perseguido. A imunidade parlamentar não está sendo respeitada”, comentou Caroline de Toni. “No ano passado, tentamos votar quatro medidas para devolver equilíbrio aos Poderes e o STF disse que iria monitorar quem votasse a favor das propostas."