Informações: G1SC
Foto: Arquivo pessoal
A turma de direito que perdeu R$ 77 mil do fundo da formatura após a presidente da comissão gastar o valor em apostas on-line se formou neste sábado (3) em Chapecó (SC). O evento deveria ter ocorrido em 22 de fevereiro, mas foi adiado após a organizadora dizer aos colegas que havia usado todo o dinheiro em jogos, como o do Tigrinho, um mês antes da festa.
Os colegas foram informados da situação em um aplicativo de mensagens em 27 de janeiro, quando a presidente da comissão de formatura revelou o vício em jogos. A Polícia Civil investiga o caso como apropriação indébita.
Após descobrirem que o caixa estava zerado, a turma precisou reagendar o evento e voltou a arrecadar dinheiro com vaquinha online e venda de rifas e pizzas. A nova data foi uma opção dada pela própria empresa contratada para a formatura. Ainda assim, cada um dos agora 15 formandos precisaram desembolsar mais dinheiro do próprio bolso, segundo a formanda Nicoli Bertoncelli Bison, 23 anos. O valor não foi informado.
A investigação ouviu vítimas, testemunhas, colaboradores e a própria suspeita, que confessou ter usado o dinheiro. Agora, a Polícia Civil aguarda dados do Banco Central para identificar se o dinheiro foi para alguma plataforma de apostas ou para outra pessoa possivelmente envolvida. A defesa da investigada disse que tenta recuperar os valores e que ela pretende ressarcir os colegas.
Nicoli contou que os colegas contribuíram ao longo de três anos para garantir recursos para a formatura. O valor ficou concentrado na conta da suspeita, que havia se voluntariado para assumir a responsabilidade.
A formanda conta que a investigada sempre pareceu engajada na organização da formatura e, por isso, a mensagem enviada foi uma surpresa. "Eu perdi todo o dinheiro da formatura. Me viciei em apostas on-line, Tigrinho e afins, e quando perdi todo o dinheiro que eu tinha guardado, comecei a usar o da formatura para tentar recuperar. E aí, cada vez mais fui me afundando no jogo", diz trecho da mensagem.
O grupo registrou um boletim de ocorrência. No documento, ao qual o g1 teve acesso, as vítimas descrevem o seguinte:
R$ 78.992,00 - valor total da formatura;
R$ 2.000,00 - pago à empresa responsável pela formatura ao fechar o contrato;
R$ 76.992,00 - valor que deveria ter sido pago para empresa em dezembro de 2024.





