Autor e foto: Angela Maria Curioletti/Portal Minutta
A Polícia Civil de São Lourenço do Oeste (SC) realizou, na tarde desta quarta-feira (18), uma coletiva de imprensa na Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCami) para repassar detalhes sobre o crime de feminicídio ocorrido pela manhã.
O último feminicídio registrado no município foi em 2015. Em Santa Catarina, já são 51 tentativas e sete feminicídios registrados somente em 2026.
Sobre o crime no município, o marido, de 36 anos, se entregou à polícia logo depois. Na casa onde ocorreu o feminicídio estavam a filha do casal, de 4 anos, e a mãe do autor. A vítima, Sara Bianca Schneider, de 29 anos, foi morta com um tiro que acertou a lateral da cabeça e saiu do outro lado. O corpo dela foi encontrado no andar superior da residência e dentro de um banheiro. A casa fica localizada na rua Dom Pedro II, atrás de um estabelecimento comercial.
Relação do casal
O delegado da DPCami, Ricardo Mello, conta que o relacionamento do casal era conturbado, mas não há nenhum registro policial sobre ameaça ou agressão. O casal vivia em Curitiba (PR), mas estava em São Lourenço do Oeste desdr o fim de 2025 e moravam com a mãe do autor do crime.
Mello falou ainda que o autor explicou que a mulher fazia alienação parental e muita pressão psicológica. Ele tinha medo de perder a filha, pois, segundo ele, a esposa ameaçava voltar a Curitiba sozinha.
Premeditação do crime
O delegado conta que o homem pediu para que a mãe saísse da casa com a filha do casal. A briga aconteceu dentro de um quarto, onde também estava a arma, uma espingarda calibre 12. Para a polícia, o autor não negou em nenhum momento que atirou na mulher, mas relatou não saber direito como aconteceu.
A arma tinha registro, assim como outras que estavam na casa. A polícia deverá investigar também o pai do autor, dono das armas.
Pena
O autor foi autuado em flagrante por feminicídio, agravado pelo fato de tornar impossível a defesa da vítima. A pena pode passar de 20 anos de reclusão. Ele será encaminado ao Presídio Regional de Xanxerê (SC).
Caso atípico
O delegado regional de Polícia Civil, Wilherm Negrão, explica que este é um caso atípico, pos o feminicídio ele é o último degrau da violência doméstica. Segundo o delegado, os casos começam com brigas, seguidas de agressão física, lesão corporal e depois a morte. "Esse caso despertou atenção por isso", diz.



