Informações: ND+
Foto: Prefeitura de Bocaina do Sul
Uma cidade de 3,5 mil habitantes da Serra catarinense é o município onde mais da metade da população perde tempo no trajeto casa-trabalho, apontou uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que os problemas de mobilidade em Santa Catarina não se restringem às grandes metrópoles, o que levanta hipóteses sobre as causas da perda de tempo no deslocamento diário.
Conforme o IBGE, a média de pessoas que gastam mais de 30 minutos no trajeto casa-trabalho nos municípios catarinenses é de 12,34%. No entanto, esse índice é drasticamente superado em diversas cidades do estado.
Segundo a pesquisa, Bocaina do Sul, município da Serra catarinense atravessado pela BR-282 e vizinho de Lages, lidera o ranking estadual. Na cidade, a maior parte da população leva de 31 minutos a até quatro horas, diariamente, para ir e voltar do trabalho.
- Bocaina do Sul: 58,12% (4,85% gastam mais de 1 hora)
- Bela Vista do Toldo: 39,36% (10,87% gastam mais de 1 hora)
- Monte Carlo: 38,36% (15,15% gastam mais de 1 hora)
- Entre Rios: 36,62% (24,48% gastam mais de 1 hora)
- Calmon: 36,38% (4,52% gastam mais de 1 hora)
- Santa Terezinha do Progresso: 34,98% (6,33% gastam mais de 1 hora)
- São Pedro de Alcântara: 34,40% (14,25% gastam mais de 1 hora)
- Águas Mornas: 32,83% (12,41% gastam mais de 1 hora)
- Florianópolis: 30,77% (8,18% gastam mais de 1 hora)
- Biguaçu: 30,15% (7,05% gastam mais de 1 hora)Caxambu do Sul: 30,13% (5,40% gastam mais de 1 hora)
O IBGE aponta que, fora dos grandes centros urbanos, as principais hipóteses para esse cenário de trajeto casa-trabalho são a falta de empregos locais, que obriga os moradores a se deslocarem para municípios vizinhos, e a precariedade da infraestrutura viária.
Na comparação entre os municípios mais populosos de Santa Catarina, os dados também revelam que a Grande Florianópolis é a região metropolitana que concentra o maior tempo médio de deslocamento diário até o trabalho, reforçando que a mobilidade urbana segue como um desafio tanto em cidades pequenas quanto em grandes centros.
- Florianópolis: 30,77%
- Palhoça: 29,71%Joinville: 29,59%
- São José: 26,21%
- Blumenau: 24,04%
- Lages: 15,07%
- Itajaí: 14,81%
- Criciúma: 14,60%
- Chapecó: 13,62%
- Balneário Camboriú: 12,11%





