Informações: G1SC
Foto: Clube FM
O corpo de uma mulher foi encontrado na manhã desta sexta-feira (28) em uma cerâmica desativada em Canoinhas (SC). Segundo a Polícia Civil, ela estava grávida, foi morta a tijoladas e tinha cortes na barriga provocados por estilete. A suspeita é de que uma amiga da vítima tenha feito uma emboscada para cometer o assassinato e ficar com a recém-nascida. Ferida, a bebê foi levada a um hospital pelo marido da suspeita. Ambos foram presos.
O delegado Paulo Alexandre Freisleben da Silva disse que a mulher confessou o crime e que ele foi premeditado. Ele informou que não iria falar o nome da mulher e do marido dela por causa da Lei de Abuso de Autoridade. Até as 16h, nenhum advogado havia se apresentado para fazer a defesa dela.
A bebê foi internada no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis (SC). Segundo uma amiga da vítima informou ao G1SC, o nascimento da menina estava previsto para 22 de setembro.
A vítima estava desaparecida desde a tarde de quinta-feira (27). Segundo o delegado, ela teria sido levada até o local do crime por uma amiga. "Ela [suspeita] disse que estava grávida e teria perdido a criança há dois ou três meses, mas não comunicou aos familiares, inclusive nem teria falado para o marido, que estaria muito empolgado com a gravidez dela. Ela disse que iria fazer um chá de bebê e convidou a vítima para participar", explicou Silva.
No entanto, a amiga acabou levando a vítima até a cerâmica desativada e a atingiu com tijoladas na cabeça. "Depois, com um estilete cortou a barriga dela para tirar o bebê. A ideia dela era matar a mulher e ficar com a criança", disse o delegado.
O estilete foi encontrado no local do crime. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Balneário Camboriú (SC). Ainda não há previsão do laudo com as causas da morte, de acordo com o órgão.
Ainda de acordo delegado, o bebê foi levado para o Hospital e Maternidade Maria Sartori Bastiani. A unidade de saúde não informou mais detalhes do caso, mas disse que médicos e funcionários vão prestar depoimentos durante esta tarde em Tijucas (SC).
O delegado afirmou que foi o companheiro da suspeita que acabou levando o recém-nascido até o em Florianópolis. A Polícia Militar foi acionada pela equipe médica, que desconfiou dos cortes profundos no corpo do bebê. A Secretaria de Saúde Estadual informou que recebeu o paciente e não está autorizada a divulgar outras informações. De acordo com a Polícia Civil, o companheiro da suspeita foi detido na unidade de saúde e durante os primeiros esclarecimentos ao delegado, afirmou que não teria participado do crime.
Desaparecimento
Segundo a prefeitura de Canelinha, Flavia estava grávida de 38 semanas e era diabética. Ela era pedagoga e já tinha trabalhado como professora temporária. Neste ano, ela estava trabalhando em uma loja. Por estar no grupo de risco do coronavírus, estava afastada do trabalho presencial.
Na quinta-feira (27), ela saiu de casa a pé para ir em um chá de bebê surpresa, segundo Jeisiane Benevenute, amiga de Flavia desde a infância e escolhida para ser madrinha do bebê junto com outro casal. Sem ter notícias da Flavia até a noite de quinta, Jeisiane e a família fizeram postagens em redes sociais informando o desaparecimento. Pela manhã, amigos e familiares souberam que o corpo foi encontrado.




