Em SP, Serrana zera casos de intubação com vacinação em massa

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Serrana (SP) | 08/04/2021 | 15:14

Informações: Valor Econômico
Foto: EPTV

Enquanto a imunização contra a Covid-19 avança lentamente no país, Serrana, no interior de São Paulo, vive uma experiência única. A cidade é a mais “vacinada” do país e a sensação que parece se espalhar pelos moradores é de esperança de que o pior da pandemia ficou para trás.

Escolhido pelo Instituto Butantan para testar a eficácia da imunização em massa com a Coronavac, o município, na região de Ribeirão Preto, registra - quase dois meses após o início do projeto - queda nos casos graves de Covid-19. Desde o último fim de semana, nenhum paciente estava intubado na Santa Casa e na UPA local. Autoridades ressaltam que é cedo para atribuir esse alívio sanitário à vacinação, mas os números levam conforto depois de um mês de março com recorde de mortes na cidade, como em todo o Brasil.

Cerca de 66% dos 28 mil serraneses com mais de 18 anos já receberam a segunda dose. Até domingo, 100% deles estarão imunizados. Um cenário que, se tudo sair como esperam as autoridades, deve se realizar no país somente no fim deste ano. Os resultados de Serrana devem ser divulgados pelo Butantan em maio. Alçada à atenção nacional desde que o projeto foi anunciado, a cidade paulista viu gente de fora querendo morando morar ali, para ser vacinado, e agora vê um novo efeito colateral: um aumento no número empresas que prospectam negócios na cidade, movimento que o prefeito, Léo Capitelli, atribui a um projeto de incentivos enviado à Câmara, mas também à vacinação em massa. 

Os dados mais recentes da pandemia dão algum alento, diz a secretária de Saúde de Serrana, Leila Aparecida do Valle Gusmão, embora a resposta imunológica completa da vacina ocorra duas semanas após a aplicação da segunda dose. “Os números podem ser reflexo da segunda dose, já aplicada em parte da população”.

O alívio do sistema de saúde local nos últimos dias foi precedido de um grande número de casos e de mortes. Assim como no resto do país, março foi o pior desde o início da pandemia, com 19 óbitos na cidade, três a mais que o pior período até então, agosto do ano passado. São 80 no total. “É cedo para falar em números e correlação com a vacinação, mas nas últimas duas as internações na Santa Casa caíram de 15 para sete e o número de seis a sete intubados caiu para zero no último fim de semana”, afirma o prefeito.