Autor: Angela Maria Curioletti/Portal Minutta
Foto: Divulgação
Os eventos continuam parados em Santa Catarina. Por determinação do Governo do Estado, eventos e reuniões de qualquer natureza, de caráter público ou privado, incluídas excursões, cursos presenciais, missas, aniversários, casamentos, estão suspensos até o dia 31 de maio. Desta forma, empresários do setor também veem os prejuízos acumularem, assim como donos de academias (veja aqui - https://bit.ly/2Kk1XoN), transportes e outros.
A empresária Monica Tizone, de São Lourenço do Oeste, trabalha com decoração e buffet para festas e eventos há três anos. Com as atividades paradas há mais de um mês, ela dispensou duas pessoas e já não vê muita saída e prevê encerrar as atividades no ramo caso as normas da quarentena não mudem.
Para Monica, o Governo do Estado poderia liberar festas com grupos menores. "Até 30 pessoas ou em casa, para pessoas da família", diz, acrescentando que as festas infantis, por exemplo, não são problemas maiores do que as aglomerações em filas de bancos e mercados. "Nas festas eram selecionados os convidados pelos anfitriões, no caso seu círculo de parentes e amigos. Creio que a convivência e visitas entres os mesmos continua", frisa.
Wagner Furlanetto é outro empresário que depende das festas e eventos para manter a renda. Com empresa em São Lourenço do Oeste, ele trabalha com sonorização, iluminação, aluguel de palcos e estruturas de eventos, além de máquinas e equipamentos comerciais.
O empresário conta que já teve que dispensar colaboradores devido a falta de trabalho. Sobre a pandemia, ele diz que foi uma surpresa para todos, "mas para o ramo de eventos não temos a previsão de volta. Contratos cancelados e não sei se serão feitos. Estamos estudando várias possibilidades para conseguir passar por esta crise".
Furlanetto tem a empresa há quatro anos e diz concordar com a quarentena pelo bem da saúde de todos, porém pela parte financeira o Brasil ficará prejudicado. Questionado se acredita que poderia existir outra forma de a empresa não ser tão afetada, ele fala que ainda não vê uma solução a curto prazo.






