Informações: Ministério Público
Foto: Divulgação
Vinte e nove empresas de Xanxerê se comprometeram a eliminar os focos do mosquito Aedes Aegypti gerados a partir do acúmulo indevido de materiais descartados. O compromisso foi assumido mediante assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Os acordos estabelecem o prazo de 30 dias para o cumprimento das exigências de proteção adequada do material depositado nos terrenos das empresas, de forma que não continuem a ser foco gerador do mosquito. Além disso, os objetos depositados em excesso nos locais devem ser destinados ambientalmente de forma correta e os administradores não podem receber materiais acima da capacidade que suportam.
Os TACs foram firmados após a Vigilância Sanitária Municipal relatar à 2ª Promotoria de Justiça de Xanxerê que as empresas investigadas não adotaram qualquer medida para evitar a proliferação do Aedes Aegypti - transmissor da dengue, zika e chikungunya. Apesar de notificadas, nenhum dos 29 estabelecimentos cumpria as recomendações da Vigilância Sanitária, mantendo o alojamento de materiais a céu aberto, sujeito ao acúmulo da água da chuva.
Com isso, a promotora, Luísa Zuardi Niencheski, reuniu os representantes de cada uma das empresas com intuito de garantir o cumprimento da legislação federal e estadual a respeito da prevenção ao mosquito da dengue. Conforme o apurado pela Promotora de Justiça e a Vigilância Sanitária, atualmente existem 513 focos do Aedes Aegypti em Xanxerê.
Caso os compromissos não sejam cumpridos no período determinado, será imposta multa diária de R$ 1 mil para cada irregularidade observada, com valor revertido ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL). A Vigilância Sanitária de Xanxerê e a Secretaria de Saúde fiscalizarão a correta execução do TAC.





