Autor e fotos: Marcelo Coan
Iniciado nesta segunda-fera (1°), o encontro do clero da Diocese de Chapecó reuniu cerca de 70 padres, três irmãs e religiosos em São Lourenço do Oeste. O evento segue até esta quarta-feira (3). É a primeira vez que o município sedia o evento.
Dom Odelir José Magri, bispo da Diocese de Chapecó, explicou que o encontro é realizado uma vez por ano e é chamado de presbitério, pois reúne padres diocesanos, religiosos e irmãs. “Quando a gente reúne toda essa turma, o encontro é chamado de presbitério”.
Segundo o bispo, o encontro tem pelo menos três momentos. Um de convivência e a fraternização – realizado sempre em agosto para comemorar o Dia do Padre (dia 4) -, um dia específico de formação – em São Lourenço do Oeste foi conduzido por uma assessoria do Rio de Janeiro - e o último dia do encontro serve para orientações práticas.
Pároco da Igreja Matriz São Lourenço Mártir, Frei Valdir Fontana afirma que o evento demonstra a importância da igreja e suas contribuições para a sociedade. Segundo ele, a igreja é uma instituição organizada que trabalha todos os aspectos. “Ela trava algumas coisas, controla, questiona, enfrenta e orienta”.
Formação
Realizada nesta terça-feira (2), a formação dirigida aos padres, religiosos e irmãs foi conduzida pela professora de teologia e sexóloga Maria Joaquina. Segundo ela, a conversa buscou ajudar o clero a fazer uma reflexão sobre a última encíclica do Papa Francisco, que fala sobre alegria do amor, onde ele coloca a questão da família que é importante e urgente nas igrejas e na sociedade.
Maria Joaquina disse que o modelo tradicional de família ainda existe, contudo, está cada vez mais diluído em novas configurações. “O Papa Francisco percebeu isso e é um problema que a igreja precisa enfrentar”. Com base nisso, a professora disse que o encontro buscou aprofundar questões propostas pelo Papa. Entre elas, citou o esforço para compreender cada caso de forma individual.
Segundo Maria Joaquina, não há uma receita de bolo para resolver todas as questões, mas no caso dos relacionamentos familiares, ela sugere que as pessoas tenham consciência da situação. “Você precisa desligar o celular e a televisão para jogar papo fora e contar o que aconteceu com você para a família”, Em resumo, ela defende mais diálogo verbal e afetivo.





