Autor: Angela Maria Curioletti
Em setembro de 2014, realizou-se uma audiência pública para apresentação do projeto dos parques eólicos Kumo I e II em Campo Erê, um dos requisitos exigidos pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma) para obtenção da Licença Ambiental Prévia (LAP). No encontro, os engenheiros responsáveis pelo projeto apresentaram o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), os quais detalham as condições ambientais da área de influência do projeto.
Seis meses depois, o projeto tem parecer favorável do estudo e do empreendimento, aguardando somente a liberação da LAP. Semana passada, os responsáveis pelo projeto estiveram novamente em Campo Erê e região conversando com os proprietários de áreas destinadas a receber os aerogeradores, os atualizando sobre a situação dos parques.
De acordo com o engenheiro mecânico Paulo Augusto Matias, a previsão é a de que 28 aerogeradores sejam instalados para o empreendimento, com capacidade de aproximadamente 60 MW. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 1 MW atende cerca de 7,5 mil habitantes. “Sendo assim, os parques eólicos Kumo I e II têm capacidade de atender até 450 mil pessoas”, explica Matias.
A engenheira mecânica Alessandra Rauh de Azevedo explica que o município de Campo Erê foi escolhido para ter estes parques eólicos porque se situa numa região onde o vento apresenta valores de velocidade média, considerados propícios à geração eólica.
E São Lourenço do Oeste?
No município vizinho já está sendo desenvolvido o projeto eólico dos parques Kaze I e II, também com capacidade total instalada de aproximadamente 60 MW.
A empresa proprietária do empreendimento é a Kumo Energia Eólica S.A., com supervisão da Estelar Engenheiros Associados Ltda., de Florianópolis, empresa responsável pelo desenvolvimento de projetos voltados a geração de energia elétrica.
Saiba mais
Você sabe como funciona a instalação de um parque eólico, desde a escolha do local até sua instalação? Em um primeiro momento, se verifica locais onde a velocidade média do vento é elevada e a disponibilidade de áreas destinadas para receber os aerogeradores. A partir de então, uma torre de medição anemométrica é instalada na região e irá coletar informações sobre o comportamento do vento durante um período mínimo de três anos, conforme exigido pela Aneel. Durante este período, são desenvolvidos os estudos ambientais e as simulações computacionais para confirmar o potencial eólico.
Para um parque eólico também são levantados os orçamentos e realiza-se projetos de engenharia civil, mecânica e elétrica necessários para a implantação. Uma vez que todas estas etapas atendam as diretrizes da Aneel, o parque estará apto a participar dos leilões de venda de energia e então iniciar a construção.






