Informações: G1PR
Foto: Divulgação
Está marcado para terça-feira (11) o júri popular do ex-policial penal Jorge Guaranho, que é réu por homicídio duplamente qualificado pelo assassinato de Marcelo Arruda, guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) de Foz do Iguaçu (PR).
O crime, que teve repercussão nacional, aconteceu em julho de 2022, quando Marcelo comemorava o aniversário de 50 anos de idade com uma festa temática do PT. No local, ele foi baleado pelo ex-policial – na época simpatizante do então presidente Jair Bolsonaro (PL). O conflito foi filmado por uma câmera de segurança. Arruda revidou os disparos e chegou a ser atendido, mas morreu um dia depois.
O crime foi em 9 de julho de 2022. Segundo a Polícia Civil, o ex-policial penal estava em um churrasco, quando ficou sabendo que a festa de Marcelo estava acontecendo.
A investigação apontou que o atirador tomou conhecimento por meio de uma outra pessoa que estava com ele e tinha acesso às imagens de câmera de segurança da associação onde o aniversário de Marcelo era realizado.
A investigação concluiu que, após saber da festa, o réu deixou o churrasco, acompanhando da esposa e do filho bebê – na época com cerca de três meses – e foi para o local onde ocorria a comemoração do aniversário.
Depois, chegando no local ouvindo música alta em alusão ao bolsonarismo, ele e Arruda tiveram uma discussão e o aniversariante o expulsou do local, atirando um punhado de terra contra o carro dele. Cerca de dez minutos depois, o policial penal voltou ao local e, armado, disparou contra Marcelo, que revidou usando a arma que portava. Segundo a polícia, Guaranho fez três disparos, e Arruda revidou com 13 tiros.
O Boletim de Ocorrência do caso disse que, conforme testemunhas, Guaranho chegou no local gritando "Aqui é Bolsonaro". Na época, ele usava as redes sociais para se identificar como apoiador do hoje ex-presidente.
O guarda municipal foi socorrido, mas morreu na madrugada seguinte, em 10 de julho. Marcelo deixou quatro filhos, um deles bebê, com pouco mais de 40 dias de vida.
Atualmente, Guaranho cumpre prisão domiciliar.



