Facisc demonstra preocupação com queda na taxa de emprego

Geral
Florianópolis | 05/08/2015 | 09:27

Informações: Facisc
Foto: Divulgação

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) está preocupada com a reversão cíclica que o mercado de trabalho vem passando nos últimos meses. "O mercado de trabalho que nos últimos anos esteve nos seus melhores patamares históricos, hoje se mostra num cenário cada vez mais preocupante", avalia o vice-presidente da Facisc, André Gaidzinski.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD - C), a taxa de desemprego no país fechou em 7,9% no primeiro trimestre de 2015. Pela mesma pesquisa, que a partir de maio desse ano começou a ser divulgada para todos os estados brasileiros, a menor taxa de desemprego foi registrada no estado de Santa Catarina. No entanto, esse indicador remonta uma preocupação se o mesmo for comparado ao nível atingido no último ano. Se comparado com o mesmo trimestre do ano de 2014, no Brasil a taxa de desemprego aumentou 0,7%. Para Santa Catarina o dado foi maior (0,8%).

Na avaliação do vice-presidente da Facisc, esse fator pode estar associado a dois eventos: o aumento da população na força de trabalho ou mais conhecida como população economicamente ativa associada a uma redução na oferta de emprego, e pela queda generalizada da atividade econômica nos setores produtivos.

Através dos dados obtidos na pesquisa, pode se observar que realmente a população na força de trabalho aumentou tanto em Santa Catarina (127 mil) como no Brasil (1,656 milhão). Além disso, houve também um aumento significativo na população desocupada, que aumentou em 32 mil pessoas no Estado de Santa Catarina e 885 mil no Brasil. Isso demonstra que o aumento na taxa de desemprego decorre também do número da população desocupada, ou seja, da população que está à procura de emprego e não o encontra.

Na avaliação do presidente da Facisc, Ernesto João Reck, dois movimentos explicam tal confirmação: o custo de vida das famílias tem aumentado significativamente e o aumento do desemprego tem levado mais pessoas a procura de emprego.