Fênix de São Lourenço do Oeste já ajudou mais de 230 animais de rua

Geral
São Lourenço do Oeste | 24/09/2014 | 08:45

Autor: Angela Maria Curioletti
Foto: Fênix

Em mais de um ano de trabalho, a Associação Protetora dos Animais Fênix, de São Lourenço do Oeste, já ajudou aproximadamente 230 animais. Sempre de forma voluntária, os envolvidos trabalham contando com a ajuda da comunidade e das clínicas veterinárias parceiras, já que por muitas vezes os custos para cuidar de um animal se torna bastante alto.

Morgana Kolling é integrante da Fênix e diz que as despesas são custeadas através de doações, campanhas realizadas pelos voluntários, venda de camisetas, adesivos, roupas e outros. “Ainda assim, sempre estamos devendo e sem a ajuda dos veterinários parceiros nosso trabalho não seria possível”. Quanto a comunidade, ela diz que, assim como em muitos outros lugares, as pessoas se envolvem com o trabalho e ajudam com doação de ração e pequenos valores em dinheiro, além de dar abrigo à animais. “Mas também tem o lado negativo. Muitas pessoas preferem julgar o que não conseguimos fazer do que o que fazemos”.

Hoje, são 12 animais disponíveis para adoção. Mas como a Fênix recolhe eles? Morgana diz o grupo não tem muitos voluntários e por isso não há muito abrigo para os animais. O trabalho é focado então nos mais necessitados, “sofrendo risco de morte ou já em estado crítico de saúde”.

Questionada sobre qual a situação mais difícil da Fênix até agora, Morgana diz que, primeiramente, é a falta de lares provisórios ou abrigos. “Muitos dos animais abandonados são adultos, dificultando ainda mais a adoção”.

Estes, após recolhidos, acabam ficando definitivamente na casa dos voluntários, que com o tempo conseguem abrigar menos, pois perdem os lares temporários pela falta de espaço. “Colocamos a falta de recursos em segundo plano, porque acreditamos que se houvesse um local onde esses animais pudessem ser abrigados, seria mais fácil conseguir recursos através de convênios.

Albergue

O principal objetivo da Fênix hoje, diz Morgana, é a conscientização de que você não é obrigado a ter um animal, mas se o tem é obrigado a cuidar dele. Há sempre uma orientação sobre a importância de vacinação, da castração e das características dos animais de que os filhotes vão crescer.

Sobre um possível abrigo, Morgana diz que todos do grupo gostariam muito de ter um local para abrigar os animais, mas sem estimular o abandono, formando um canil público. “Em São Lourenço ainda é possível reverter os animais nas ruas. A principal forma seria através da castração, que já trabalhamos a certo tempo, castrando o máximo de animais possíveis para evitar a procriação deles nas ruas”.

Ela explica que uma cadela entra no cio a cada seis meses, sendo que em cada cria pode ter até nove filhotes.