Informações e foto: Portal Éder Luiz
Moradores de quatro residências de linha Santa Clara Baixa, interior de Joaçaba (SC), estão intrigados e apavorados com uma situação que até agora não tem qualquer explicação. Suas casas estão sendo atingidas por pedras de tamanhos médios, que precisariam ser arremessadas por alguém com boa força e de perto para atingir os telhados. As ocorrências começaram no dia 23 de novembro e, segundo moradores, foram presenciadas também por policiais militares, que não conseguiram identificar de onde vinham as pedras.
A moradora Dulce Mari de Melo Sobrinho contou ao Portal Éder Luiz que a primeira ocorrência foi no dia 23 por volta das 19h30, quando foi acionada a Polícia Militar. Os policiais procuraram suspeitos no entorno das casas, mas não acharam ninguém. No sábado (24) as casas foram novamente apedrejadas à noite. Os policiais estiveram de novo no local.
"Quando o policial desceu do carro caíram pedras. Eles vieram em direção as casas e cada vez que se aproximavam mais vinham mais pedras. Os policiais chegaram a atirar para o alto, naquele escuro, mas as pedras não paravam. Vasculharam e não encontraram nada e nem de onde vinham", disse a moradora.
O relatório da PM registra que realmente guarnições estiveram no local registrando a ocorrência e frisa que as pedras foram vistas, mas que ninguém foi identificado como autor dos danos.
Segundo Dulce, após nada ser avistado, os policiais aconselharam os moradores a buscar ajuda espiritual. "Eles perguntaram se aqui era assombrado e mandaram procurar um pastor ou padre por que acham que pode ser espíritos", contou.
Medo
As ocorrências passaram a acontecer também durante o dia desde o domingo (25), quando as pedras atingiram as casas por volta das 14h. Na segunda (26) e na terça a ocorrência voltou a acontecer. Segundo a moradora, o fato dura em torno de 30 minutos e volta a acontecer em torno de duas horas depois do primeiro apedrejamento. A moradora ainda conta que as pedras são jogadas de várias direções.
"Estou com medo, não posso sair para fora para trabalhar. Antes as crianças brincavam na rua, agora nem isso podem mais", diz a moradora. Sobre a possibilidade de algum fenômeno sobrenatural, Dulce diz que não acredita. "Não temos inimizade com ninguém, só trabalhamos. Eu acho que é alguém querendo fazer mal. Estou admirada porque moro aqui há 12 anos e é a primara vez que vejo algo assim."
Humano ou não, o fato é que os moradores estão com muito medo e pedindo por algum tipo de ajuda, que faça parar o pavor diário. "Quando começa a cair pedras é um desespero. Minha filha já passou duas noites só chorando, com medo. E não vou mentir, também estou apavorada", encerrou.





