Fundesa indenizará produtores que tiveram animais abatidos por questões sanitárias

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Florianópolis | 21/08/2014 | 09:19

Informações: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca
Foto: Arquivo/Minutta

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca informou nesta semana que os produtores rurais que tiveram animais abatidos por questões sanitárias serão indenizados pelo Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa). As indenizações começarão a ser pagas no início da próxima semana.

Juntos, 165 criadores irão receber aproximadamente R$ 1,6 milhão. São 207 processos solicitando indenização no período de março a julho deste ano. Os criadores serão indenizados pelo abate de 926 aves com salmonelose; 1.038 bovinos por brucelose ou tuberculose e dez equinos por anemia infecciosa.

Santa Catarina é o único estado do país que indeniza integralmente os produtores pelo abate sanitário de animais. O Fundesa foi criado em 2004 e tem como fonte de receita a taxa de vigilância sanitária animal e recursos do Governo do Estado. Com a indenização aos produtores, o Fundo possibilita a aquisição de animais sadios para a continuidade da produção de carne e leite, além de evitar a transmissão de enfermidades para outros animais, para as famílias rurais que trabalham diretamente na atividade, assim como para os consumidores dos alimentos de origem animal. Os valores pagos pelos animais são calculados com base no preço que os frigoríficos pagam pelo abate de animais sadios.

O secretário Spies lembra que o número de animais sacrificados vem aumentando em função de uma estratégia de identificação e busca ativa de animais contaminados em Santa Catarina. Até 2017, a Secretaria da Agricultura e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) pretendem controlar a brucelose no rebanho catarinense e atingir uma incidência da doença inferior a 0,2% do rebanho.

Com esse índice, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) considera que a doença está controlada no estado. “Nosso maior objetivo é preparar Santa Catarina para se tornar um grande exportador de produtos lácteos, e para isso as propriedades devem ser reconhecidas como livres de brucelose”, ressalta Spies.

Hoje, Santa Catarina já é reconhecida pela OIE como área livre de febre aftosa sem vacinação o que foi fundamental para a conquista de mercados competitivos para carne suína, como Japão, China e Chile, com perspectivas de exportação também para a Coréia do Sul e Estados Unidos. “Esse status sanitário faz com que Santa Catarina tenha uma vantagem competitiva importante, tanto que apesar de ser um estado pequeno é o maior produtor de suínos do país”, ressalta o secretário Spies.