Gaeco investiga fraude em licitações e associação criminosa envolvendo empresários em SC e no PR

Policial
Chapecó (SC) | 02/02/2021 | 17:05

Informações e foto: Ministério Público

Na manhã desta terça-feira (2), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou as operações Varredura II e III. Estão sendo cumpridos 30 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária nas cidades catarinenses de Chapecó, Planalto Alegre, Cordilheira Alta e Rio do Sul e nos municípios paranaenses de Dois Vizinhos, Toledo e Curitiba. Os mandados foram expedidos pela 1ª e 2ª Varas Criminais da Comarca de Chapecó.

As investigações fazem parte de dois procedimentos criminais distintos, instaurados pela 10ª Promotoria de Justiça de Chapecó. O primeiro procedimento busca apurar os crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso praticados, em tese, por empresários ligados a uma empresa contratada para prestar serviços de limpeza urbana na cidade de Chapecó. A participação de agentes públicos no esquema não é descartada.

O segundo procedimento investigatório tem o objetivo de apurar a ocorrência de possíveis crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa e fraude à licitação envolvendo grupo de empresários que, em tese, pratica ações voltadas a fraudar procedimentos licitatórios, inclusive com a possível participação de 'laranjas" e interpostas pessoas.

As operações Varredura II e III contaram com o apoio dos núcleos regionais dos Gaecos de Florianópolis, Joinville, Blumenau, Itajaí, Lages, Criciúma e São Miguel do Oeste. Também está auxiliando o Gaeco do Paraná.

Varredura

O nome Varredura foi escolhido para identificar a série de ações operacionalizadas pelo Gaeco de Chapecó para reprimir crimes ligados a fraudes em processos licitatórios ou à execução dos contratos firmados com entes públicos em decorrência da adjudicação dos objetos licitados.

A Operação Varredura I cumpriu seis mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, todos em Chapecó. Essa investigação busca apurar a ocorrência de possíveis crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa envolvendo servidor público estadual e empresas contratadas por procedimentos licitatórios, que estariam fornecendo para o complexo prisional de Chapecó produtos em quantidade menor ou qualidade inferior ao previsto nos contratos.