Informações e foto: Adenir Brocco/Diário do Sudoeste
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou, nesta quinta-feira (1°), uma operação contra uma organização criminosa especializada em roubar e desviar cargas perecíveis em cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) deve cumprir 24 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão contra 30 pessoas, além de 11 mandados de condução coercitiva.
Em Pato Branco, o Gaeco prendeu um empresário de uma indústria de alimentos acusado de receptação de cargas desviadas de suas origens. O mandado de prisão preventiva, expedido a pedido do Gaeco de Cascavel (PR), foi cumprido pelo promotor do núcleo de Francisco Beltrão (PR) do Gaeco, Roberto Tonon Junior. O acusado foi encaminhado e ouvido junto à 5ª Subdivisão Policial (SDP) de Pato Branco.
De acordo com o promotor, os fatos serão esclarecidos pelo Gaeco de Cascavel, mas adiantou que no Sudoeste a investigação é sobre a receptação de cargas de açúcar desviadas da origem. Ele revelou que em Pato Branco foi somente uma empresa, mas também tem empresários de Realeza suspeitos de estarem envolvidos no esquema e fazem parte da investigação e diligências.
A operação foi realizada nos seguintes municípios: Realeza, Cascavel, Londrina, Maringá, Terra Roxa, Guaíra, Pato Branco, Capitão Leônidas Marques, Boa Vista da Aparecida, Brasilândia do Sul, todas no Paraná, Campo Grande, Dourados, Cassilândia, Três Lagoas, Corumbá, no Mato Grosso do Sul, Amparo (SP) e Goiânia (GO).
Esquema
Segundo o Gaeco, também estão envolvidos no esquema escrivães, investigadores e um delegado afastado da Polícia Civil, policiais militares, além de empresários e caminhoneiros. As investigações revelaram que a quadrilha simulava roubo de cargas para ficar com a mercadoria.
Os motoristas de caminhões registravam Boletim de Ocorrências (BOs) sobre os roubos e nos depoimentos diziam que eram obrigados pelos criminosos a tomar uma bebida e só acordavam horas depois. Os suspeitos ainda relatavam que eram amarrados e abandonados às margens de rodovias. Os caminhoneiros, envolvidos no esquema, procurava a delegacia e fazia o registro falso do crime com a conivência dos policiais.
De acordo com o MP-PR, pelo golpe o motorista e o policial que registrava o Boletim de Ocorrência recebiam R$ 10 mil cada. A promotoria informou que foram roubadas cerca de 40 cargas de produtos perecíveis dessa maneira.



