Informações: Isto É
Foto: Agência Brasil
O Ministério da Saúde desistiu de exigir prescrição médica por escrito para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19, contrariando a vontade do presidente Jair Bolsonaro. Mas, o titular da pasta, Marcelo Queiroga, negou que tenha havido um recuo.
Apesar de aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 16 de dezembro, a vacina pediátrica da Pfizer contra a Covid-19 ainda não está sendo aplicada no Brasil, o que tem sido motivo de críticas de especialistas ao Ministério da Saúde.
A pasta só confirmou a inclusão da faixa etária de 5 a 11 anos no programa de vacinação nesta quarta (6), após realizar uma inédita consulta pública na véspera, mediante a pressão de Bolsonaro contra a vacinação das crianças. O presidente já disse, inclusive, que não vai permitir que sua filha Laura, de 11 anos, seja vacinada.
O governo não determinou ainda o dia em que vai começar a vacinação. A expectativa é que as primeiras doses cheguem ao país em 13 de janeiro, com distribuição no dia seguinte aos estados e municípios.
No fim de dezembro, Queiroga criticou prefeitos e governadores que haviam se posicionado contrariamente à exigência de prescrição médica para a vacinação de crianças, dizendo que eles não são médicos e estariam interferindo em atribuições de secretárias de Saúde.
Em entrevista coletiva nesta quarta em que se confirmou a imunização das crianças, no entanto, o ministro negou que tenha havido um recuo. “Em relação à prescrição foi colocada em consulta pública e alguns disseram que era tolice, eu ouvi. Quem disse que é tolice não está afeito ao processo democrático. Nós ouvimos a sociedade, os especialistas na audiência pública, todos viram”, disse.





