Informações e foto: Ministério Público
O responsável pela morte de Patrícia Ribeiro, de 21 anos, que ocorreu em Chapecó (SC) em junho de 2025, foi condenado a 34 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado. O júri foi realizado nesta quinta-feira (18) e o conselho de sentença considerou que o réu praticou homicídio duplamente qualificado por motivação fútil e recurso que impediu a defesa da vítima.
O promotor Moacir José Dal Magro destacou os antecedentes do réu, que já tinha condenação anterior por porte ilegal de arma. O representante do Ministério Público também refutou a tese de que o réu teria agido em legítima defesa. “Estamos aqui para trazer dignidade à memória da vítima e para punir com justiça o autor do crime”, declarou.
Familiares, amigos e vizinhos da vítima se deslocaram de Concórdia até Chapecó para acompanhar o julgamento. A mãe, a irmã e a vizinha da vítima foram ouvidas como informantes.
Crime
Natural e moradora de Concórdia, a vítima tinha 21 anos e desde os 11 anos era atleta de futsal. Até os 18 anos, ela representou a Associação Concordiense de Futsal Feminino. Em 6 de junho de 2025, ela viajou de Concórdia para Chapecó para assistir a um show musical com amigos e comemorar a conquista de um campeonato. Depois do show, já na madrugada do dia 7, eles foram até a avenida Getúlio Vargas para comer um lanche.
De acordo com o Ministério Público, o réu transitava pela mesma avenida acompanhado de um amigo, que dirigia o veículo dele. Ao avistar uma menina sentada na calçada ao lado de um veículo estacionado, eles decidiram parar no local para abordá-la. A jovem era amiga da vítima, que naquele momento estava dentro do carro, no banco de trás, com outra amiga delas. Após assediar as jovens, que não corresponderam às cantadas do réu e pediram para ele se afastar, o autor se exaltou.
Ambos, réu e vítima, desceram dos carros em que estavam. Ela, movida pela tentativa de afastar o assediador de si e de suas amigas; ele, com a motivação de atirar para matar, conforme entendimento selado no Tribunal do Júri.
O primeiro tiro atingiu a vítima na clavícula. Ao tentar escapar, ela foi atingida por outro tiro, dessa vez nas costas. Mesmo ferida, a jovem conseguiu correr até o outro lado da rua, em busca de ajuda. Um amigo delas, que saiu da lanchonete e se aproximou ao notar a confusão, também foi alvo de um tiro.
O autor entrou novamente no banco de carona do carro e fugiu do local sem prestar socorro. A vítima morreu no local.



