Autor e foto: Marcelo Coan
Depois de uma paralisação no mês de junho, no dia 4 de agosto um dos diretores do Hospital da Fundação de São Lourenço do Oeste irá participar de um ato em Brasília. Segundo o presidente da entidade hospitalar, Valentin Casagrande de Macedo, o movimento na capital federal busca mostrar as dificuldades principalmente em relação ao custeio dos hospitais filantrópicos do Estado. O ato é comandado pela Federação dos Hospitais. No mês de julho o mesmo manifesto foi organizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Nelson Moresco, diretor e ex-presidente do Hospital da Fundação, é quem representará a entidade hospitalar no movimento em Brasília. Macedo foi claro ao dizer que as esferas governamentais destinam recursos para os hospitais investirem em equipamentos, contudo, há uma dificuldade legal para aporte para o custeio, ou seja, folha de pagamento, energia, água, telefone e alimentação dos pacientes. “De equipamentos nós não podemos reclamar. A nossa dificuldade é o custeio, pois não estamos conseguindo recurso legal de nenhuma esfera de governo”.
Afirmando que há uma abertura no Congresso para que o governo possa aportar recursos na área do custeio, Macedo alega que o “governo sabe que o valor recebido do Sistema Único de Saúde (SUS) não é suficiente para cobrir os custos”. De acordo com o presidente do Hospital da Fundação, hoje a situação está controlada, “contudo, se continuar da maneira que está vai ficar difícil. Vai ficar insuportável”.
Investimentos
Apesar de enfrentar dificuldades na área do custeio, Macedo disse que o hospital tem buscado melhorias em equipamentos e estrutura física. Um dos últimos pleitos diz respeito a ampliação da área do pronto-socorro. Com custo estimado em R$ 1,8 milhão, o projeto está protocolado junto ao Governo do Estado. “Estamos no aguardo de uma resposta positiva”.
Atendimento
Embora nos municípios o atendimento na saúde básica tenha crescido, Macedo afirma que o número de pessoas atendidas pelo Hospital da Fundação melhorou nos últimos anos. Ele atribui isso aos investimentos em equipamentos. Conforme o presidente, hoje cerca de 70% dos atendimentos feitos pelo hospital são através SUS.






