Institutos recomendam prudência ao trabalhador na aquisição da casa própria

Geral
Brasília | 19/01/2015 | 14:32

Informações e foto: Agência Brasil

O trabalhador que pensa em adquirir a casa própria neste momento deve rever sua intenção, adotar uma postura de cautela e aguardar um pouco mais antes de assinar um contrato de financiamento. A dica é do presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), Geraldo Tardin. Nesta segunda-feira (19) entram em vigora as novas taxas de juros para o financiamento imobiliário da Caixa Econômica Federal (CEF) tanto para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), quanto para o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e o impacto para o mutuário será de até 14,3% nas prestações.

O representante do Ibedec aconselha que no caso da pessoa que já escolheu o imóvel, por exemplo, não comprometa mais de 20% da renda. “A lei permite 30%, mas se ele comprometer 20% terá condições de passar por esse momento de forma mais tranquila".

Aqueles que pouparem para dar uma entrada maior podem ser beneficiados pela alta de estoque de imóveis, uma vez que a elevação dos juros pode reduzir a procura. Segundo Geraldo Tardin a queda na procura poder criar um cenário com boas ofertas para os interessados.

A Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) avalia que os financiamentos mais caros serão os mais afetados pelas novas taxas para os novos contratos.

As novas taxas para os financiamentos habitacionais foram anunciadas pela CEF no dia 15 de janeiro. Nos financiamentos do SFH, os juros variavam entre 8% e 9,15% ao ano e, agora, ficarão entre 8,5% e 9,15% ao ano. Nas operações do SFI, as taxas passarão de 8,8% a 9,2% ao ano para 10,2% a 11% ao ano. O banco justificou o reajuste com base no aumento da taxa Selic (juros básicos da economia), que passaram de 10% para 11,75% ao ano, em 2014.