Lideranças prorrogam lei das sacolas plásticas de novo

Geral
São Lourenço do Oeste | 05/09/2016 | 17:14

Autor e foto: Angela Maria Curioletti

A reunião na tarde desta segunda-feira (5) foi marcada para decidir os rumos da lei das sacolas plásticas, que se arrasta em discussões desde o ano passado, quando foi aprovada na Câmara Municipal, em São Lourenço do Oeste. O presidente da Associação Empresarial de São Lourenço do Oeste (Acislo), Aldo Pan, o presidente interino da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Vilmar Cavazini, e representantes de outras entidades e do Executivo participaram da reunião. O promotor da comarca de São Lourenço do Oeste, Eraldo Antunes, também participou.

Mais uma vez, muitas discussões, impasses e uma batalha de opiniões pessoais. Uns queriam a revogação da lei, outros a prorrogação. Acislo e CDL apresentaram oito sugestões para campanhas de conscientização do uso das sacolas retornáveis.

Por fim, chegou-se ao consenso da prorrogação da lei por mais um tempo, desde que as entidades e as lideranças se responsabilizem por campanhas de educação aos hábitos do consumidor. Agora, a lei começa a valer no dia 21 de dezembro de 2016. Mas, até o dia 30 de novembro, os envolvidos precisam apresentar sugestões de mudanças na lei, para que esta, quando entrar em vigor, não seja mais alterada.

O promotor defendeu que revogar a lei seria um retrocesso, pois muito já foi feito pelo avanço em benefício do meio ambiente. Ele questionou o que vamos deixar para as próximas gerações, mas também o que será feito para o mundo agora.

Bom exemplo

Danilo Falchetti, proprietário de uma loja de utilidades e variedades em São Lourenço do Oeste, conta que deixou de oferecer sacolas plásticas há seis meses. Inclusive, ele já entregou, sem custos, cerca de quatro mil sacolas retornáveis, feitas de TNT. "Tem dois tamanhos e muitos clientes estão voltando na loja com as sacolas", conta o empresário, acrescentando que sempre há reclamações, mas as boas iniciativas se sobressaem.

Falchetti diz que parou de dar as sacolas plásticas depois que soube da lei aprovada na Câmara Municipal e, mesmo com a prorrogação, optou por oferecer outro tipo de material. Ele acrescenta que para produtos menores há o saco de papel. Por fim, diz ser contra a nova prorrogação aprovada nesta segunda reunião.