Lipedema: nutrição tem papel fundamental no controle da doença

Geral
São Lourenço do Oeste (SC) | 02/06/2026 | 10:10

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Foto: Divulgação

Confundido por décadas com obesidade ou linfedema, o lipedema - doença crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, dor e sensibilidade principalmente nos membros - ganha hoje uma definição mais abrangente.

A doença crônica tem evolução prolongada e impacto significativo na qualidade de vida. A forma mais típica do lipedema envolve aumento bilateral e simétrico do tecido adiposo subcutâneo nas pernas -muitas vezes poupando pés e mãos - acompanhado de dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso e facilidade para formar hematomas.

Elaine Schimeneck, nutricionista de São Lourenço do Oeste (SC), explica que o diagnóstico deve ser realizado por um profissional capacitado, por meio da avaliação clínica e do histórico do paciente, já que não existe um exame específico que confirme a condição.

Porém, a nutrição está diretamente relacionada ao resultado do tratamento. "Embora essa doença não tenha cura, a dieta pode reduzir processos inflamatórios, melhorar a retenção de líquidos, auxiliar no controle do peso corporal e contribuir para uma melhor qualidade de vida", diz Elaine.

Acompanhamento e estágios

Sem acompanhamento adequado, o lipedema tende a progredir ao longo dos anos. Os sintomas podem se intensificar: mais dor, sensibilidade e inchaço, além da limitação física. 

Um dos principais desafios é o diagnóstico tardio. Elaine conta que muitas mulheres passam anos acreditando que o problema é apenas excesso de peso ou dificuldade para emagrecer. "Além disso, o tratamento exige constância, envolvendo mudanças no estilo de vida, alimentação adequada, prática de atividade física e, em alguns casos, terapias complementares. O aspecto emocional também merece atenção", alerta a profissional.

Alimentos do bem

Para quem tem lipedema, os alimentos mais recomendados são aqueles que ajudam a controlar a inflamação e favorecem a saúde metabólica. Entre eles estão: frutas e vegetais variados; peixes ricos em ômega 3 (sardinha e salmão); azeite de oliva extravirgem (rico em polifenol, um potente antiinflamatório); oleaginosas (castanhas e nozes); leguminosas (feijão, lentilha e grão-de-bico); proteínas magras e os ricos em fibras (farelo de aveia, chia e linhaça).

Os vilões

Os alimentos ultraprocessados costumam ser os principais vilões, especialmente aqueles ricos em açúcar, gorduras de baixa qualidade, sódio e aditivos químicos. "O consumo excessivo de refrigerantes, doces, embutidos, frituras e produtos industrializados pode favorecer processos inflamatórios e agravar sintomas como inchaço e desconforto. O ideal não é focar em proibições, mas construir uma alimentação equilibrada e sustentável", ressalta Elaine.

Como tratar?

O tratamento adequado permite controlar a progressão da doença, reduzir sintomas, melhorar a mobilidade e aumentar a qualidade de vida. Quanto mais cedo o acompanhamento é iniciado, maiores são as chances de preservar a funcionalidade e evitar complicações futuras.

Contato

Elaine Schimeneck atende na travessa São Pedro, nº. 1085, sala 203, próximo a Noroeste Pneus, centro de São Lourenço do Oeste (SC). O telefone é o (49) 9 9906-7098 WhatsApp.

Nas redes sociais, o contato é @elaineschimeneck.