Locadora era mais que locar filmes: era ponto de encontro

Geral
São Lourenço do Oeste (SC) | 26/01/2026 | 14:58

Autor e foto: Angela Maria Curioletti/Portal Minutta

Em São Lourenço do Oeste (SC), o casal Genoci e Valdecir Fermiani tiveram por 22 anos uma locadora de filmes. O negócio, que começou modesto, com cerca de três mil fitas VHS, passou para um acervo de oito mil em pouco tempo.

"A Park Vídeo é alma da gente", diz Genoci ao relembrar com saudades uma época diferente da atual. O casal de empresários enfrentou a pirataria, os novos formatos como Blu-ray e filmes 3D, e a mudança do hábito social dos jovens. Apesar das dificuldades, a locadora funcionou como ponto de encontro e resistência cultural na cidade.

Mais do que um comércio, a locadora tornou‑se um ponto de encontro para amigos e até ajudou a formar casais. ""Nós temos casais aqui que eles se viram na locadora, e eles casaram", conta Genoci.

Modernidade 

A locadora adotou algumas inovações, consideradas avançadas para uma cidade pequena. Eliane, filha do casal e que trabalhou por muito tempo com os pais, fala da adoção do cadastro digital, uma resposta à necessidade de conformidade legal e controle. Segundo Eliane, o modelo digital evitava problemas relacionados à legislação sobre locação de filmes para maiores de 18 anos, e ainda para que ninguém retirasse os materiais sem autorização.

Houve ainda inovações práticas, como o uso de embalagens retornáveis. Foram pequenas adaptações que mostraram esforço em profissionalizar o serviço e estreitar laços com a comunidade.

Lembranças

A locadora marcou uma geração de jovens da cidade. Numa cidade com poucas opções de encontros, o estabelecimento funcionava como um espaço de sociabilidade. "O que que os jovens faziam? Vamos locar filme. E lá no locar filme eles se demoravam", descre Genoci.

Venda de DVDs

Com o fechamento da locadora há alguns anos, a família ainda tem parte do acervo de DVDs e Blu-ray em casa. Os materiais estão à venda. Interessados podem ir pessoalmente até o local, localizado na rua Guilherme Hack (a uma quadra do semáforo), ou pelo WhatsApp (49) 9 3300-8375.

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