Lourenciana foi voluntária em cidade do Paraná atingida por tornado

Geral
São Lourenço do Oeste (SC) | 12/11/2025 | 10:23

Autor: Angela Maria Curioletti/Portal Minutta
Foto: Reprodução

Rio Bonito do Iguaçu foi a cidade do Paraná mais afetada pelo tornado, proporcionalmente. O município tem cerca de 14 mil habitantes e teve 90% dos imóveis destruídos.

Segundo o prefeito Sezar Augusto Bovino, a cidade terá que ser reconstruída, e o governo estadual vai destinar R$ 50 milhões do Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap) para isso. O valor poderá ser repassado diretamente às famílias, com previsão de até R$ 50 mil por residência, conforme um projeto de lei aprovado em regime de urgência na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

O Governo do Paraná confirmou, nesta terça (11), a morte da sétima vítima dos tornados que atingiram o estado na sexta-feira (7).

Trabalho voluntário

São muitos os voluntários trabalhando em prol da reconstrução da cidade. Doações de alimentos e água também chegam de várias regiões do Brasil.

Renata Rampanelli, que manicure e podóloga, mas também bombeira voluntária em São Lourenço do Oeste (SC), trabalhou por três dias em Rio Bonito do Iguaçu. Ela ficou entre domingo (9) e terça-feira (10). 

De forma voluntária, Renata se deslocou até a cidade. Ela explica que são muitas frentes de trabalho. Os voluntários se dividem com limpeza, recolhendo entulhos, cobrindo casas e fazendo marmitas. "Os moradores que não foram atingidos estão abrigando famílias. É incrível ver tanta gente de bom coração num único lugar", conta. A lourenciana ficou na casa de voluntários.

Sobre o trabalho

Renata diz que cada voluntário que chega se oferece para fazer o que precisa. Não há um comando geral. Ela se envolveu mais com limpeza e higiene em uma base que fica na paróquia, Lá, havia água, cesta básica e produtos de higiene. "Ali a gente recebia e fazia a distribuição. Fiquei tanto na recepção quanto entrega". Renata conta ainda que vários veículos passam pela cidade durante todo o dia para atender quem não consegue ir até os pontos, e também quem está trabalhando.

Emoção na pele

Seu primeiro atendimento foi uma menino de 10 anos. Ele estava sozinho em casa quando o tornado chegou. A mãe, que está gestante, e o padrasto, tinham ido para uma consulta. O menino contou à Renata que precisou se agarrar a um poste para o vento não o levar. "Ele falava numa voz tão doce, tão inocente, que não teve quem não chorou". De tudo o que passou, o menino ainda estava preocupado com o irmão que vai nascer, e não tem nada em casa. 

Doações

Renata explica que a cidade precisa muito de produtos de limpeza (água sanitária, vassouras, rodos, panos de chão, baldes e luvas) e materiais como carrinho de mão, pá, martelos, serra, botas e fita isolante, por exemplo. Há também dificuldade com fraldas infantis tamanho XG e XXG.